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A paradinha em falso

Luiz Zanin Oricchio

21 de maio de 2008 | 18h50

E se o Manchester perde o título por causa da paradinha em falso de Cristiano Ronaldo, hein? O futebol é incrível: o cara é o craque da hora, etc. Mas, no momento mais crucial do jogo, na disputa por pênaltis, dá uma paradinha, o goleiro não vai na dele e, desestabilizado, chuta uma bola defensável. Futebol…Um jogo cheio de atalhos e incertezas, seja nessa decisão da Champions League que, segundo leio por aí, foi a partida de futebol que mais rendeu em toda a história, seja num prosaico casado x solteiros de fim de semana. Sempre há tensão, sempre há incertezas, coisas inexplicadas, sempre a possibilidade do Sobrenatural de Almeida dar as caras e fazer a diferença.Dizia Nelson Rodrigues: “a mais reles pelada é de uma complexidade shakesperiana”. Concordo.

Agora, que foi bonita essa decisão entre Manchester e Chelsea, lá isso foi. Futebol globalizado, sem marca registrada, com poucos espaços, ocupados centímetro a centímetro, e alguns (poucos) lances de grande efeito plástico. Valeu o tempo empregado.

PS: Se o juiz fosse um brasileiro, o jogo teria umas trocentas faltas – e não fluiria.

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