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A Hora da Estrela *

Luiz Zanin Oricchio

21 de agosto de 2013 | 23h11

A Hora da Estrela, adaptado da novela de Clarice Lispector, é a estreia tardia no longa-metragem da diretora paulistana Suzana Amaral.

Uma estreia estupenda, em todo caso, colocando em cena a atriz Marcélia Cartaxo no papel de Macabéia, a migrante nordestina que tenta sobreviver em São Paulo. A interpretação rendeu um prêmio de melhor atriz a Marcélia no Festival de Berlim, um dos três eventos mais importantes do gênero.

Nesse filme dirigido com grande economia de recursos, o espectador acompanhará a trajetória de Macabéia, semi analfabeta que trabalha como datilógrafa numa pequena empresa. Ela conhece o também migrante Olímpico, magistralmente vivido por José Dumont, e os dois iniciam um namoro meio desajeitado. Macabéia não tem ideia da maldade do mundo e logo se vê encrencada.

Marcélia conduz sua personagem com discrição, mas ao mesmo tempo com riqueza de expressões. Sua personagem significa a pureza do interior em contato com a dureza da metrópole. Impossível de não se comover com ela.

A Hora da Estrela é um filme humano, cheio de emoção, porém contido. Toca o espectador sem fazer alarde nem chantageá-lo. Ganhou, com méritos, todos os principais prêmios do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 1985.

 * Andei fazendo esses textinhos para serem lidos na apresentação dos clássicos da TV Arte 1. Sem qualquer pretensão, valem como pequenos toques sobre os filmes. Vou colocá-los no blog para que não se percam por aí. Confiram na programação

A HORA DA ESTRELA- 23/08/2013

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