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A GOL e os bons tempos da barrinha de cereais

Luiz Zanin Oricchio

10 de dezembro de 2010 | 16h59

Eu nunca pensei que fosse um dia escrever isso, mas lembro com saudades do tempo em que a GOL servia aos passageiros uma barrinha de cereais. Elas ficaram no passado. Agora, a dieta é um saquinho de 15 gramas de amendoim. E ponto.

Foi o que serviram no trajeto São Paulo-Rio, Rio-João Pessoa. Para não ser injusto, dois saquinhos, um para cada trecho. Total: 30 gramas de amendoim. Tá muito bom não é? Em especial para passageiros que chegaram ao aeroporto às 10h da manhã e ao seu destino final às 16h.

A GOL serve lanche durante a viagem. Tudo pago. Um sanduíche sai por R$ 12 e um refrigerante por R$ 4. O engraçado é que anunciam que a GOL, “sempre preocupada em inovar para melhor conforto dos seus passageiros, serviria lanches a preços competitivos”. É isso aí.

Como eu não tinha entendido o aviso, pois estava com o fone de ouvido colocado, estranhei quando o comissário me passou o cardápio com os preços. Perguntei: Agora na GOL só tem refeição paga?

Ele me olhou com ar superior e respondeu:

– Não, senhor. O amendoim é cortesia da companhia.

Agradeci.

Houve um pouco de indignação dentro do avião, mas as pessoas, derrotadas pela fome, acabaram por comprar alimento. Afinal, não havia a alternativa de ir à lanchonete da esquina se abastecer, não é?

Outra surpresa: mesmo pagos, não havia lanches para todo mundo.

Não é bom viajar assim? Você não se sente respeitado como consumidor?

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