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A Filha da minha Mulher

Luiz Zanin Oricchio

14 de março de 2012 | 17h29

Recebo um volume considerável de DVDs, ao qual não consigo dar vazão no jornal. E, às vezes, são títulos importantes, raros, que nem estiveram pelo circuito comercial, ou passaram por ele como foguetes, num tempo em que se amarrava cachorro com linguiça.

É o caso deste provocador A Filha da Minha Mulher, de Bertrand Blier, lançado pela Lume. Uma surpreendente Lolita à francesa, mais radical ainda que a de Nabokov/Kubrick.

A história é a de um padrasto que fica a sós com a enteada de 14 anos depois da morte da mãe da garota.  (O nome francês, claro, é Le Beau Père). O pai biológico da moça é um estroina, alcoólatra, dono de um clube noturno. Ele tenta guardar a filha após a morte da ex-mulher, mas a garota prefere o padrasto, por razões que se imaginam.

O padrasto é um pianista que, a princípio, procura evitar a situação.

Me pergunto se, hoje em dia, com o Estatuto da Criança e do Adolescente, um filme como esse poderia ser exibido no circuito comercial.

 

 

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