A faraônica aposentadoria brasileira
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A faraônica aposentadoria brasileira

Luiz Zanin Oricchio

01 Maio 2017 | 11h41

 

 

 

 

 

 

Este 1º de maio deve ser marcado pelas lutas contra a reforma da Previdência. Não tenho qualquer qualificação para discutir se é o INSS mesmo que sangra o Tesouro, a ponto de ter gente afirmando que, se não for feita a tal reforma, o país não terá futuro.

Bem, deve ser de outro país que estão falando. No país em que eu cresci e vivo, a realidade é outra. Desde jovem, sempre me disseram que, no Brasil, as aposentadorias eram tão miseráveis que os filhos tinham de se preparar para ajudar os pais na velhice. Só com a aposentadoria eles não conseguiriam sobreviver, por mais simples que fizessem suas vidas.

Dito e feito. Como várias gerações de brasileiros tivemos de ajudar nossos pais quando eles pararam de trabalhar. A merreca que ganhavam não dava sequer para médicos e remédios. Esse era o Brasil no qual eu cresci e vivi. Sabíamos que havia privilegiados e parece que estes continuam a existir. Mas a grande massa de trabalhadores, esta recebia o mínimo quando parava de trabalhar. 

Mas agora parece que falam de outro país. Neste, as aposentadorias são tão faraônicas e generosas que levaram os cofres públicos à bancarrota. Nossos velhos são tão dispendiosos como idosos suecos, finlandeses e noruegueses. Eu não sabia disso.

Fico sabendo de tudo a cada vez que esses sábios escrevem sobre a estapafúrdia “generosidade” da nossa previdência social e de como o país não terá futuro enquanto não for mais realista com esse povo que não cumpre a sua obrigação de morrer cedo e desocupar o espaço.

Devo ter vivido em outro país.