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A crítica e Roberto Schwarz

Luiz Zanin Oricchio

14 de maio de 2008 | 17h03

Chegou agora há pouco à redação a prova do novo livro de Roberto Schwarz, crítico literário que é santo de minha devoção. Na verdade, trata-se de uma coletânea de ensaios, textos espalhados por aí, agora reunidos em livro, O Pai de Família e outros estudos (Cia das Letras). Dei uma folheada rápida. Um deles logo me chamou a atenção: 19 Princípios para a Crítica Literária. Fina ironia. Vejam só:

“1) Acusar os críticos de mais de quarenta anos de impressionismo, os de esquerda de sociologismo, os minuciosos de formalismo, e reclamar para si uma posição de equilíbrio.

2) Citar em alemão os livros lidos em francês, em francês os espanhóis, e nos dois casos fora do contexto.

….
5) Não esqueça: o marxismo é um reducionismo, e está superado pelo estruturalismo, pela fenomenologia, pela estilística, pela nova crítica americana, pelo formalismo russo, pela crítica estética, pela lingüística e pela filosofia das formas simbólicas.

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19) Muito cuidado com o óbvio. O mais seguro é documentá-lo sempre estatisticamente! Use um gráfico se houver espaço. ”

Grande Schwarz. Ah, sim, o texto é de 1970.

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