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Os poliglotas da CBF

Luiz Zanin Oricchio

18 de setembro de 2007 | 20h47

Segundo a CBF, o êxodo de jogadores brasileiros para o exterior é algo de muito positivo, pois proporciona aos nossos boleiros a oportunidade de aprender idiomas estrangeiros. Assim, hoje temos uma verdadeira seleção de poliglotas envergando a camiseta canarinho. Quando li esse bestialógico, assinalado pelo blog do Juca Kfouri, não quis acreditar. Não por duvidar do jornalista, mas porque até o absurdo deve ter algum limite, como ensinam Ionesco e Beckett. Fui ao site da Confederação Brasileira de Futebol conferir. Está lá, com todas as letras e estilo ginasiano, o texto de maior sabujice que pude ler nos últimos anos. Uma peça literária de antologia do asneirol nacional. Leia.

Gostaria de acrescentar um dado ao post: conforme as estatísticas, cerca de 50% dos jogadores expatriados vão atuar em Portugal. Estes ficam prejudicados, pois perdem assim a oportunidade de aprender um novo idioma. A não ser que a CBF considere como ganho a aquisição de um discreto sotaque lisboeta.

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