Em Gramado, uma Sherazade cubana
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Em Gramado, uma Sherazade cubana

Luiz Zanin Oricchio

30 de agosto de 2016 | 10h10

Laura de la Uz

Laura de la Uz

GRAMADO – Uma sessão meio confusa, a de 2ª feira em Gramado. Isto porque o filme uruguaio Las Toninas van a Leste não foi apresentado, “por razões técnicas”. Volta e meia isso acontece. O arquivo não abre, alguma coisa não dá certo e o filme não passa. Coisas do mundo digital. De modo que o programa se resumiu ao longa-metragem cubano Espejuelos Oscuros e a dois curtas. Noite enxuta. Deu até para jantar, o que por aqui é luxo já que quando as sessões terminam os restaurantes estão fechados.

De Espejuelos Oscuros (Óculos Escuros), dirigido por Jessica Rodrigues Sánchez,  não pode se dizer que tenha agradado muito. A ideia é interessante e recupera o mito (seria mito?) de Sherazade, a mulher que evitava a morte contando a cada noite histórias ao sultão. O conjunto dos relatos perfaz o monumento da literatura árabe As Mil e uma Noites. 

No caso, esta Sherazade à cubana é uma mulher cega chamada Esperanza (Laura de la Uz) que vive na periferia de Havana. Sua casa é invadida por um malfeitor chamado Mario (Luis Alberto Garcia), perseguido pela polícia e que ameaça estuprá-la. Para evitar a agressão, Esperanza vai contando histórias e distraindo o homem.

O caso é que as história não funcionam muito bem. O filme tem um tom narrativo um tanto anacrônico e o roteiro não funciona. A ponto de fazer desandar a boa dupla de atores, que já vimos em outros filmes.   

 

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