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Zizek

Luiz Carlos Merten

12 de março de 2013 | 11h19

Tanta gente medíocre destilando seu rancor – ódio – contra o finado Hugo Chávez… A etiqueta mais caridosa lançada contra ele é que foi um anacronismo. Veja, informam-me, chamou-o de múmia (e de certo gostaria de ter chamado o Brendan Fraser para combater seu legado). Li algumas coisas. A melhor, de longe – muito longe -, foi a mais generosa. O texto do filósofo e teórico esloveno Slavoj Zizek no Aliás de domingo confronta toda essa gente no espelho da própria nulidade. É possível ser crítico com grandeza. Como é que Ibrahim Sued dizia? Os cães ladram enquanto a caravana passa. O próprio Ibrahim já se foi, os cães continuam ladrando. Confesso que lamentei, mais uma vez, não ter visto o documentário que Zizek fez com a diretora Sophie Fiennes, O Guia Pervertido do Cinema, utilizando as ferramentas da filosofia e da psicanálise para destrinchar grandes filmes (cultuados)  de artistas como Alfred Hitchcock, Andrei Tarkovski, David Lynch e Charles Chaplin, entre outros. Taí uma dívida que espero um dia saldar comigo mesmo.

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