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Vin, veloz e furioso

Luiz Carlos Merten

02 Dezembro 2016 | 09h07

Encarei ontem a Comic Con Experience, lá na São Paulo Expo. Comparada às filas que enfrentei no ano passado, foi tudo mais tranquilo, o que não siognifica que o local não estivesse entupido de gente. Mas é que a Paramount garantiu tratamento VIP aos jornalistas que foram ao seu painel e muitos de nós, depois, entrevistamos Vin Diesel, que veio acompanhado por Nina Dobrev e Michael Billings. Vin é uma figuraça. Tem 100 milhões de seguidores no Facebook, e eu conversei com ele sobre isso. Quando começou, as ferramentas eram outras. Entrevistas convencionais, impresso etc. Com o incremento das redes sociais, ele migrou para elas para alavancar sua carreira (e persona). Ele falou muito na comunidade da rede e o curioso é que, enquanto esperávamos pela entrevista no hotel, nos Jardins, André e Cris, da Palavra, que faz a assessoria da Paramount, me disseram que sua filha adolescente acha o Face coisa de velho. As ferramentas dos jovens já são outras. Muito interessante. Alguns colegas jornalistas viraram ícones pop. Nada que se compare a Kéfera ou Christian Figueiredo, mas a garota fica cercando os caras para fazer selfie. Aliás, é um tal de fazer selfie na Comic Con… A questão é que a sala gigantesca, com 3500 lugares, estava lotada – alguns brancos na plateia – e foi aquela vibração quando Vin ‘adentrou’ no recinto. “I love Brazil!” A Q&A, me desculpem dizer, ficou aquém da expectativa, com as banalidades de sempre sobre cenas de ação e o personagem icônico de Xander Cage de xXx – Reativado. O filme ainda nem estreou – 19 de janeiro – e a Paramount, que espera um estouro, já trabalha na sequência. Ri muito com Vin na individual, porque observei com ele que, enquanto conversávamos, alguém (alguns?) deveria(m) estar escrevendo febrilmente o próximo filme, para que a produção possa ser rodada daqui a meio ano. Esses filmes envolvem logísticas fenomenais. Cenas espetaculares de ação rodadas em lugares que ofereçam paisagens e facilidades. Ele está encantado com a República Dominicana. Peguntei se palpita nos roteiros. Ele riu – “O tempo todo.” No traslado da São Paulo Expo para o Fasano, Vin passou por um campinho de futebol, encaixado numa comunidade. Uma garotada jogava bola. Ele saltou do carro e foi jogar com eles. Imagino a molecada chegando em casa e dizendo que ‘aquele gringo careca de Róliude jogou com a gente…’ Algumas pessoas, realmente, fazem a diferença.