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Vai passar

Luiz Carlos Merten

31 de outubro de 2013 | 01h41

Margarida Oliveira me pediu – pelo amor de Deus – que não postasse nada sobre o prêmio da crítica, que votamos hoje no Restaurante Zeffiro, na verdade, ontem, porque já passou da meia-noite. Vou honrar meu compromisso – um embargo -, mas posso antecipar que fui voto vencido, ou seja, nem o episódio de Victor Érice para Centro Histórico nem o Jia Zhang-ke nem a Joanna Lombardi ganharam. Necas para Um Toque de Pecado e Casadentro. Confesso que me divirto. Tem gente que acha De Menor o filme do ano, mas bastou eu citar o longa de Caru Alves de Souza para ele perder todo interesse. Um bando de ridículos quis votar no Tsai, Cães Errantes, e eu ainda tive de ouvir que o filme foi feito para irritar os burgueses – devo ser um, porque achei a merda do ano. Inácio Araújo mandou seu voto e também foi vencido, porque era para o Grigris, de Mahmat Haroun Saleh, e eu também tive de ouvir uma coleguinha desancar o filme, e uma que se proclama feminista, mas que obviamente não entendeu nada daquele final. Enfim, não ganhou o pior -não!, o vencedor é muito bom -, mas eu, que sou do meio, cada vez creio menos nesses prêmios. Não são sérios. Comemos e bebemos de graça. Se fosse pago, teria menos gente – com certeza – e talvez tivéssemos uma discussão mais concentrada. Talvez. Estou revoltado, mas vai passar.

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