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Ultimo Desafio

Luiz Carlos Merten

05 Fevereiro 2013 | 07h37

PARIS – Tenho passado mal com o frio, e Berlim, para onde vou amanhah de manhahah, costuma ser ainda pior. Naoh saio do cinema e hoje eh a minha chance de ver La Mort en Direct, de Bertrand Tavernier, em versaoh restaurada. Ateh agora ameaco, mass na ultima hora termino indo ver outra coisa, como ontem, quando fui ver The Last Stand. Na Franca, o filme do coreano Kim Jee-Woon chama-se Le Dernier Rampart, no Brasil eh O Ultimo Desafio. Diverti-me bastante e ateh me me emocionei discretamente em algumas cenas. Nao sou um grande conhecedor da obra de Jee-Woon, embora, aos 39 anos – nasceu em 1964 -, saiba que ele eh mais ou menos um cineasta popular na linhagewm de Quentin Tarantino, praticando um cinema de genero. terror, spaghetti western – sou capaz de jurar que seu Tres Homens em Coinflito, baseado em Sergio Leone (o dele eh The Good, The Bad and The Wierd, passou em Berlim. Jee-Woon fez agora o seu Rio Bravo, bebendo na fonte de Howard Hawks (Onde Comeca o Inferno) para oferecer a Arnold Schwarzenegger seu melhor papel em anos. Arnold, de volta ao cinema, apos a temporada na politica, faz o veolho xerife cujo dia de folga vai pro brejo quando o traficante Eduardo Noriega resolve fugir do corredor da morte, passando justamente por sua cidade em direcao ao Mexico. Noriega comanda um bando de celerados, dos quais o mais brital eh Peter Stormare. E de nada adianta a Cavalaria – a Swat – que o agente forest Whitaker, do FBI, poeh atras dele. No limite, Arnold e os amigos que ele recruta – um bando como o do cult de Hawks – eh que vaoh resolver a parada. Jee-Woon conta sua historia em chave de humor, ironizando a velhice do heroi, mas o desenho dos personagewns, embora simples, privilegia certas linhas de forca. Naoh sabemos muito sobre Arnold, exceto que abandonou uma brem sucedida carreira em Los Angeles – para onde sonha ir seu jovem ajudante. Em torno dele gravitam o covarde, a garota cujo marido seguiu o mau caminho e ele eh Rodrigo Santoro, que vai ter sua segunda chance de andar direito na vida. Confesso que fiz o que nao costumo fazer – uma pesquisa para ver como o filme foi recebido no Brasil. Nunca vi tqanta gente falar de clicheh, e clicheh, e mais clicheh. as proprias criticas viravam cliches de intelectuais metidos a besta, porque eh evidente que Jee-Woon estah parodiando o proprio clicheh. O carro que corre mais que helicoptero, a perseguicaoh no campo de milho, o movimento de camera quando Noriega chega aa ponte e que descortina Arnold Schwarzenegger feito um bloco de pedra impedindo sua passagem. E o Rodrigo estah bem. Soh gostaria que voces se divertissem tanto quanto eu – a trilha tambem eh boa como comentario aa acaoh. E agora chega porque quero falar sobre a exposicaoh de Edward Hopper. No proximo post.