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Truffaut no Telecine Cult, já se passaram 34 já!

Luiz Carlos Merten

21 Outubro 2018 | 13h10

Completam-se neste domingo, 21 de outubro, 34 anos da morte de François Truffaut – em 1984. A datas não vai passar em branco. Daqui a pouco, 2 da tarde, começa no Telecine Cult uma maratona de filmes do diretor e, na sequência de Os Incompreendidos, virão Jules e Jim, Antoine e Colette – episódio de O Amor aos 20 Anos -, Domicílio Conjugal, O Amor em Fuga e, por último, às 10 da noite, O Último Metrô. Não sou ‘truffautiano’ de carteirinha, mas tenho minhas preferências – Jules e Jim, O Garoto Selvagem. Adoraria rever o segundo, que tem a trilha de Vivaldi (e Antoine Duhamel) e a fotografia em preto e branco de Nestor Almendros. Impossível não lembrar o que o então crítico escreveu sobre a morte de Ernst Lubitsch, aos 55 anos. Disse que era cedo demais e ele ainda poderia ter feito quantas obras-primas? O próprio Truffaut morreu de um tumor no cérebro, aos 52 anos. O que diria, se soubesse que sua passagem seria ainda mais breve? Filmou o amor, a educação sentimental, mesmo desconfiando do romantismo. Eu, às vezes, me pergunto se Truffaut foi ‘do bem’. Para se firmar, e aos seus colegas de nouvelle vague, demoliu toda uma geração anterior do cinema francês e muitos diretores que ele desprezava, e cuja vida dificultou, hoje estão sendo redescobertos e valorizados. Por ambíguo que seja meu sentimento por Truffaut, não sou louco de negar sua importância. É um autor que está sempre pedindo revisão. A chance proporcionada pela iniciativa de hoje do Telecine é inestimável.