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Trash no Bafta

Luiz Carlos Merten

11 Janeiro 2015 | 21h47

O Grande Hotel Budapeste é meu favorito na categoria melhor filme (de comédia ou musical), no Globo de Ouro. A comédia de Wes Anderson, que integrou minha lista de cinco mais do ano passado no Estado, deve ganhar (espero!) um monte de indicações para o Oscar, na quinta-feira, dia 15, quando a Academia fizer o anúncio. Na sexta, O Grande Hotel Budapeste já liderou as indicações para o Bafta, o Oscar inglês. Adorei, mas adorei mais ainda que Trash, A Esperança Vem do Lixo, de Stephen Daldry, esteja concorrendo a melhor filme estrangeiro. Trash, afinal, é falado em português, por um elenco predominantemente brasileiro, com papéis fortes para Jesuíta Barbosa, Wagner Moura e Selton Melo. Já imaginava que o filme seria recebido a pedradas no Brasil, porque me parecia difícil que meus colegas embarcassem na proposta de fábula realista do filme de Daldry. Pelo menos não fizeram a piada óbvia com lixo. Gostei que Trash tenha ganhado o prêmio do público no Festival de Roma e esteja no Bafta. Gosto muito de Daldry. Billy Elliot e O Leitor lhe valerão minha admiração/gratidão eternas. O voo do pássaro no primeiro e o encontro final de Ralph Fiennes com Lena Olin no segundo são momentos de grande cinema, e Trash também tem, aqui e ali, essa delicadeza.