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Transformers!

Luiz Carlos Merten

11 de julho de 2017 | 10h07

Cristina Franciscato, amiga do meu amigo Dib Carneiro – e minha amiga, também -, entende mais de cultura grega que qualquer schoolar de lá. Todo ano ela organiza excursões temáticas à Grécia que são o maior sucesso. Cristina não gostou das liberdades de Mulher Maravilha e achou absurdo que Diana, mesmo sendo deusa, mate um deus. Isso não existe. Como gostei do filme – 6 milhões de brasileiros e eu -, tentei argumentar que se trata da representação humana de um deus etc. Cristina não entrou na minha e detestou o filme de Patty Jenkins – ou devo dizer de Zack e Deborah Snyder? Fui ver ontem à noite Transformers – O Último Cavaleiro. Sou o cara que leva Michael Bay a sério e tenta conciliar Transformers com Cavalo de Turim, por exemplo. Se formos pensar do estrito ponto de vista financeiro, Bay não precisa do meu elogio. A franquia é bilionária – rendeu US$ 4 bilhões. Os maiores sucessos são os dois últimos – os dois anteriores a O Último Cavaleiro-, que renderam mais de US$ 1 bi cada. O novo filme foi feito, 97%, em Imax. Câmera, som – tudo. Começa grandioso, com a intervenção de um dragão transformer na batalha decisiva que vai inaugurar o ciclo arthuriano. Confesso que estava achando tudo mais, mais – mas menos. O pior filme da série? Talvez. Mas aí, lá pelos dois terços da narrativa de 2h30, ou quase, as peças do quebra-cabeças se encaixam e Michael Bay e seu batalhão de roteiristas e técnicos – os créditos finais são intermináveis – chegam ao que interessa. O Mito. O último cavaleiro, Cade/Mark Wahlberg, encontra a última descendente de Merlin, a sexy Laura Haddock, e tudo faz sentido. O homem casto, resgatando Optimus Prime do lado escuro da Força, salva a humanidade e inicia uma nova possibilidade de vida na Terra, e no Universo, pelo menos até o próximo filme, que o desfecho, em aberto, antecipa que virá. E,ah, sim. Bumblebee e o robô sociopata Cogman, o mordomo do aristocrata Anthony Hopkins, são ótimos, mas isso será assunto para depois.