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Traffic, Marilyn… e ‘Sagrado Segredo’

Luiz Carlos Merten

05 de agosto de 2012 | 14h20

Olá! Estou aqui na redação do ‘Estado’, onde vim redigir os filmes na TV e escrevi minha capa de amanhã do ‘Caderno 2’, sobre a abertura do Festival Judaico. Entrevistei os homenageados, os Irmãos Heymann, e vi alguns filmes da programação, incluindo ‘O Gato do Rabino’, de Joann Sfar, que faz a abertura. Vai ser um festival bacana, mais um, porque ontem, no Festival Asiático, assisti na Galeria Olido a dois filmes sobre os quais espero voltar a falar – o metalinguístico ‘A Mulher na Fossa’, divertido, e o emocionante, que me tocou muito, ‘Um Homem Adorável’, sobre garota que busca o pai e descobre que ele é travesti. O primeiro é das Filipinas e o segundo, da Indonésia. Cada vez mais, em Cannes e Berlim, descubro que o cinema indonésio me encanta. Do Centro corri para o Arteplex Itaú, no Frei Caneca, onde vi ‘Sagrado Segredo’, de André Luiz Oliveira, que também me deixou chapado. Não tinha quase ninguém na plateia e uma ou duas pessoass ainda saíram, mas o filme, difícil de catalogar, mexeu comigo e eu prometo voltar a falar sobre ele, mas agora tenho de correr para a Galeria Olido, para ver o que o Traffic me reserva hoje. No fim da tarde, combinei de (re)ver ‘Romeu e Julieta’, a montagem de Gabriel Villela, com o Grupo Galão, agora no Sesc Belenzinho. Depedendo do que houver no Festival Asiático, talvez faça forfait, sorry. E nem falei ainda do evento Marilyn Monroe, que está começando, duas da tarde, no TCM. Completam-se hoje 50 anos da morte da estrela  e, embora MM tenha perdido o posto de mulher mais sexy do cinema – uma recente pesquisa na internet colocou Jennifer Aniston em primeiro e Angelina Jolie em segundo ou terceiro -, ela ainda é um ícone e vai ser sempre lembrada pelos filmes importantes de que participou. Confesso que não tenho muita paciência com a mulher/criança que Marilyn encarnava e que, dependendo da personagem, às vezes tenho vontade de estapear quando ela começa a choramingar meio tabi-bitati. Mas é tudo uma questão de filme, e de autor. Embora pequenos, seus papeis em ‘O Segredo das Jóias’, de John Huston, e ‘A Malvada’, de Joseph L. Mankiewicz, são geniais. Por conta da data, ‘Quanto Mais Quente Melhor’, um grande Wilder, está de volta nos cinemas e o TCM começa com ‘Nunca Fui Santa’, de Joshua Logan, onde ela faz ‘Chérrie’, uma maratona de sete filmes que deve apresentar na sequência, até de madrugada – ‘Como Agarrar Um Milionário’, de Jean Negulesco; ‘O Príncipe Encantado’, de Laurence Olivier; ‘O Mundo da Fantasia’, de Walter Lang; ‘Os Homens Preferem as Loiras”, de Howard Hawks; ‘O Pecado Mora ao Lado’, outro Wilder; e ‘O Inventor da Mocidade’, mais um Hawks (e é o melhor de todos, embora MM não seja protagonista). Com tanta coisa para ainda fazer hoje, vou tentar assistir aos dois últimos. E agora… Fui! A gente se fala.