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Toretto, cada vez mais 007 (e ficção científica)

Luiz Carlos Merten

11 Abril 2017 | 00h34

Queria ver as cabines de imprensa de hoje do É Tudo Verdade. Cheguei no horário, 9h30, e o filme que realmente queria ver era o segundo – um documentário sobre o emblemático assassinato na ducha de Psicose. Éramos dois. Fomos informados de que a sessão começaria pontualmente às 10 h. Pontualmente com meia hora de atraso. Chegou o terceiro mosqueteiro e informou, o que eu não sabia, que era o dia da cabine do Velozes e Furiosos 8 no Imax do Bourbon. Fui! O filme estreia na quinta, 13, em 1400 salas de todo o Brasil. Hein, quantas? 1400! O novo Fast and Furious tem mais uma homenagem a ‘Brian’, Paul Walker. Minha colega Regina Cavalcanti me provoca todo dia. Diz que Paul se foi na glória dos seus 40 anos e eu cá estou nos meus 70. Quer maior prova da injustiça de Deus? O filme é dirigido por F. Gary Gray, que substitui James Wan, que dirigiu o 7, e Justin Lin, o 6. Tenho para mim que Lin foi o homem que reformatou a série. Quando conversamos no Rio – ele veio lançar o 6 -, o assunto versou sobre Stanley Kubrick. Velozes e Furiosos está cada vez mais ficção científica, e 007. Foguetes, submarinos, mísseis, aviões fantasmas, programas high tech que não são de última geração – são da próxima. Toretto/Vin Diesel é cooptado na base da intimidação a cooperar com a hacker Charlize Theron, mas ela não perde por esperar, a vaca. Perdão, mas Charlize se encontrou nessas personagens de vilã, que faz com gosto (e muito bem). Outro exemplo é a madrasta da Branca de Neve de Kristen Stewart. Tudo continua girando em torno de família – e Helen Mirren também é ótima como… Vejam! Aquele tapa na cara (de quem?) que ela dá vale o filme. E, claro, tem toda a parte sci-fi. E o bebê! Há tempos não via um bebê tão expressivo. As cenas de Jason Statham com o bebê! A propósito, estou amando a exposição Newborns, recém nascidos, no Shopping Frei Caneca. Outras naquele espaço, em frente ao cinema, não me chamam atenção, mas essa… De volta a Velozes 8, o filme começa em Havana e Maria do Rosário Caetano podia fazer o sacrifício e confirmar se é mesmo Cuba. Tenho a impressão de que sim, porque existem agradecimentos ao Icaic e um monte de nomes de delegados de produção do Instituto Cubano de Cinema. Maria do Rosário talvez ache ofensivos todos aqueles bumbuns de gostosas para realçar o machismo do universo dos (dos!) rachas, mas o diálogo sobre a essência do espírito cubano, logo no começo, é maravilhoso. Não existe a menor possibilidade de Velozes e Furiosos 8 vir a ser um dos melhores filmes do ano, mas me diverti bastante. Muito melhor que A Bela e a Fera e Logan, que estão arrebentando na bilheteria. Gostei de Ghost in the Shell, e o filme não vai nada bem. A assessora de Velozes 8 ficou preocupada que eu gostei, mas esse não tem erro. Velozes 8 vai arrebentar a boca do balão!