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Tolkien-mania

Luiz Carlos Merten

09 de dezembro de 2012 | 14h01

No final da tarde, depois de ver ‘A Sombra do Inimigo’, corri para a Vila Mariana, numa livraria da Lins e Vasconcelos (ou é ‘de’ Vasconcelos?), para os autógrafos de ‘Dos Medos o Menor’, coletânea de contos da qual Neuza Barbosa e o marido dela, meu ex-colega Vita, são alguns dos autores. Encontrei um pessoal do cinema que não via há tempos, inclusive a Márcia, da Warner, que coordena a legendagem da empresa. Márcia gostou bastante de ‘O Hobbit’ e eu quase fui à pré-estreia, ontem, mas deixei para ver na terça, antes de seguir para Porto Alegre – onde vou ser homenageado na quarta -, emendando na quinta de madrugada a viagem para Nova York, para ver, na noite do mesmo dia, o novo Quentin Tarantino. Zapeando ontem no fim da noite na TV paga assisti ao desfecho de ‘Bastardos Inglórios’, puta filme, e, na sequência, continuando no zap, caí no ‘Senhor dos Aneis – As Duas Torres’. Uma ou duas noites antes, já assistira justamente à segunda parte do épico de Peter Jackson adaptado dos livros de JRR Tolkien. Já era tarde, mas eu pensei comigo ‘vou ver um pouquinho’, mais um pouquinho, e vi até o fim. Ontem foi a mesma coisa. Só até aquela cena – o filme, afinal, estava fresco na minha lembrança -, agora aquela e, de repente, estava no meio da batalha de Isengard e aí só mesmo um raio para me fazer desistir. Tem gente que não entende. Tenho todos esses DVDs, mas é diferente saber que estou vendo simultaneamente com muita gente. Tenho colegas (falsos) intelectuais, sorry, que torcem o nariz para a monumental saga de Peter Jackson, achando tudo aquilo bobagem, os orcs, as árvores que andam e falam. Mas se há coisa que não subestimo é o mito na saga de Tolkien – ‘O mito vem em nosso socorro quando não conseguimos explicar as origens’, Júlio Bressane. Amo a saga de Frodo, mas agora vai começar a de Bilbo e eu estou curiosíssimo para saber como, de um livro afinal tão pequeno, Peter Jackson conseguiu tirar uma nova trologia. Com certeza ele recheou a história de Bilbo com personagens e situações de ‘O Senhor dos Aneis’, e eu espero que o tenha feito bem. ‘Num buraco no chão morava o hobbit.’ É assim que começa o livro de Tolkien. Estou nos cascos para ver ‘O Hobbit’, à espera de que venha a ser o fecho de um ano que teve muitos bons filmes, mas poucos realmente grandes, tanto que, ao fazer o retrospecto para a rádio, não me veio esse mítico ‘maior’ filme do ano. Vocês bem podiam deixar de ser preguiçosos e me dar mão. Eta, gente para frequentar o blog e partir sem deixar comentários…

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