As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Thomas Vinterberg. E a república das bananas (de Washington)

Luiz Carlos Merten

07 de novembro de 2020 | 10h11

Numa das muitas entrevistas que fiz com Thomas Vinterberg, puxei o assuntyo do pai dele, um ator, jornalista e escritor que certamente abriu os horizontes do filho para os livros. Resolvi bancar o inteligente, faszendo aproximações de filmes dele – Festa de Família – com personagens shakespearianos. Ele se entusiasmou e passei um mau bnocado tentando msnter a conversação – em inglês! – sobre Shakespeare e Soren Kierkegaard. (Seu pai também se chama Soren, com aquele sinal atravessando o O que não consigo reptroduzir nop notebook.) Na quarta, no encerramento da Mostra, desisti de ver o último Vinterberg – Druk – porque comerçou a chover e me molhei todo. Vi o filme na quinta e me impressionei muito. Que extraordinário ator é Mads Mikkelsen! Numa cena, com o casameento desmoronando, ele evoca as juras de amor eterno com a mulher – haviam prometido cuidar-se quando ficassem velhinhos – e verte uma lágrima, pqp! Vai ser bom assim sei lá onde. Druk, Another Round inspira-se nas teorias do psiquiatra norueguês Finn Skarderud, que diz que o homem nasce com um déficit de 05% de álcool no sangue. O personagerm – um professor – está levando uma vida de m… Resolve, com os amigos, fazer um experimento – beber, beber, beber para repor o nível de álcool no sangue. No início, tudo bem, mas depois a coisa complica-se. Não sei se enlouqueci com a pandemia – creio que não, o mundo anda muito mais louco do que eu jamais conseguiria ser -, mas tenho gostado de filmes que me balançam, como Druk, Tenet, Pai, Pari, Glauber Claro. Achei tão aplicado o Mosquityo, que ganhou o prêmio da crítica na Mostra (não com meu voto). Mosquito tem um quê de Miguel Gomes, de Tabu, a questão do colonialismo. Fiquei com a sensação de que os críticos que não puderam ‘descobrir’ o Miguel – o filme já chegou ao Brasil consagrado -, adotaram o João Nuno Pinto como compensação. Já que falei na loucura do mundo, acrescento que seria hilário, se não fosse trágico, acompanhar a novela sobre a república das bananas de Washington. O país que quer ser o maior do mundo, o farol. Oh Lord! Por muito menos, o Itamarty ligou-se ao movimento contra Ivo Morales na Bolívia, no ano passado, sob a alegação de que sua reeleição teria sido fraudada. Não foi, como provaram analistas internacionais isentos, e o candidato dele, um ex-ministro, venceu a nova eleição, dando conta de que lado estão os votantes. Já os esforços de Mr. Trump para tirar Mr. Biden do caminho têm sido um escândalo atrás do outro. Trump, como cão raivoso, não quer largar o osso. Na Rússia, Vladimir Putin fez todo aquele carnaval e mudou a Constituição para se manter no poder. O novo czar! No Brasil, Bolsonaro se elegeu prometenfo uma nova política e um só mandato. Abraçou-se à velha política – o toma lá dá cá do Centrão – e parece disposto a fazer tudo o que for preciso por mais quatro anos. Em São Paulo, chega a ser patético ver os vídeos da campanha do Russomano – com todo respeito, senhor candfidato, mas foram tantas intervenções na cara que ele está parecendo um ET. Russomano disputa a mesma faixa da direita de Joice, que está batendo pesado nele. A consequência é que CR despenca sem que ela suba na estatística. Adorei o que me contou uma amiga. Ela disse que ia parar de ver a campanha da Joice porque a candidata parece acreditar tanto na fábula que criou – sobre ela, como mulher fodona, e sobre o juiz, aquele de Curitiba -, que minha amiga tem medo de ser convencida e terminar votando 17. Deus nos livre!

Tendências: