As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Tergiversações, de Papai Noel a… Joe Johnston. Joe quem?

Luiz Carlos Merten

20 Dezembro 2017 | 11h49

Tenho feito destaques de TV que me empurram a revisitar a obra de diretores importantes. Tenho feito, para o online, as tradicionais galerias – os melhores filmes de Natal, os melhores e os piores ‘Papais Noeis’. Como tem filme de terror inspirado na figura do bom velhinho… Papais Noeis sádicos, assassinos. Natais sangrentos. O meu favorito não chega a ser de terror, mas é personagem de um thriller violento. Christopher Plummer, vestido de ‘Santa’ (Claus), caça o caixa de banco Elliott Gould, que escondeu parte do dinheiro que ele roubou do banco. Silent Partner, O Sócio do Silêncio, direção do canadense Daryl Duke. O melhor filme dele, e o curioso é que cada vez que me lembro do filme o nome do diretor me traz também D.A.R.Y.L., mas desse o diretor é Simon Wincer. Um robô, um menino, com aparência humana. Os idealizadores resolvem encerrar o projeto e ‘desmontar’ Daryl, o nome é uma sigla. Ele precisa de ajuda para fugir. Tenho grande respeito e admiração por Steven Spielberg. Admiro especialmente sua trilogia informal sobre o 11 de Setembro, formada, nunca é demais lembrar, por O Terminal, Guerra dos Mundos e Munique, mas considero D.A.R.Y.L. o Inteligência Artificial que deu certo. O robô que queria ser menino. Barret Oliver, que faz o papel, é uma graça. O filme tem mais de 30 anos, é de 1985. Barret deve ter passado dos 40. Como estará? Assim como acho que Simon Wincer nocauteou Spielberg com D.A.R.Y.L., também devo ser o único a pensar que, na primeira trilogia dos dinos, Jurassic Park, o terceiro episódio, de Joe Johnston, supera os dois anteriores. Johnston fez filmes ótimos, incluindo o primeiro Capitão América. Nunca perdoei William H. Macy, no meu imaginário, por haver falado mal dele em Jurassic III. Queria ver se ele ia falar mal do Spielberg. Johnston faz filmes sobre, não necessariamente ‘para’, a família. É considerado um diretor ‘menor’. Meu lado justiceiro fica indignado com essas classificações, e mais ainda quando atingem cineastas a quem admiro. Gordon Douglas fez um dos maiores filmes dos anos 1960 – e do cinema. Rio Conchos. Quem o reconhece? Martin Scorsese há décadas faz m…, mas é o salvador do cinema de arquivo, isso eu reconheço. Já o artista… C’mon. A subserviência da crítica às reputações me irrita demais.