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Temporada de prêmios

Luiz Carlos Merten

13 Dezembro 2014 | 13h24

Exatamente uma semana sem postar, desde sábado0 passado. Já expliquei que tenho feito muitas matérias para o portal do Estado. Coisas que talvez fizesse no blog e que, uma vez publicadas, me parece redundante ou sem sentido retomar aqui. No jornalo, também tenho feito muitas matérias. Começa uma temporada de vacas magras em que, praticamente, o cinema vira a salvação da lavoura nos segundos cadernos (de variedades). É a temporada de prêmios. Impressionou-me como, no Globo de Ouro, que divide os filmes em categorias de drama e comédia ou musical, as indicações para melhor atriz de drama tenham sido exatamente as mesmas do SAG, o sindicato dos atores. Como os atores votam em atores no Oscar, a possibilidade de que se repitam as indicações do Globo de Ouro de drama no Oscar, que será anunciado em 15 de janeiro, são grandes, imensas na verdade.  Viajei ontem para o Rio para visitar o set de Qualquer Gato Vira-Lata 2, que Roberto Santucci está filmando com Malvino Salvador, Cléo Pires, Rita Guedes e Dudu Azevedo. Cléo não estava no set, almocei com Malvino e comi a sobremesa com Santucci. O set era na UFRJ, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, o auditório do oitavo andar, metamorfoseado para ser uma locação no México – em Cancún -, onde supostamente se passa a ação. Maria Fernanda, da assessoria das Paris Filmes, que vai distribuir o Gato Vira-Lata 2, viajou comigo. Tentei lembrar-me, lá pelas tantas, de quem havia ganhado o Oscar do ano passado. Havíamos comentado sobre o Globo de Ouro e, na TV do aeroporto, havia a chamada de 12 Anos de Escravidão, que estreia hoje, na TV paga, no canal Sky. Quem diz quer eu me lembrava de quem foi melhor ator? A própria Fernanda ficou dando voltas no cérebro até se lembrar que foi Matthew McConaughey, por Clube de Compras Dallas. Pode ser coisa de velho, que tem facilidade para se lembrar de coisas passadas há muito tempo e tropeça nas mais recentes, mas o Oscar, cada vez mais, me parece irrelevante. Mesmo 12 Anos, do qual gostei – não me passa pela cabeça colocar o filme entre os melhores do ano nas listas que o jornal, o portal, o guia me pedem. No guia, me pediram três nacionais e três estrangeiros. No jornal, já disse que não faço distinção. Meu melhor filme do ano é nacional – Praia do Futuro, de Karin Ainouz. Já que era para dividir, os nacionais restantes foram Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, e Mataram Meu Irmão, de Cristiano Burlan. Os estrangeiros – Mommy, de Xavier Dolan; Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki; e O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson. Já tenho uma lista de dez mais para o Estado. Não vou publicar agora. Estou saindo para almoçar e, depois, vou ao cinema. Na volta, a gente se fala.