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Tarantino em Sampa. Discípulo do outro Sergio… Yes!

Luiz Carlos Merten

24 de novembro de 2015 | 17h33

Que dia! Estou falando de ontem. Fiquei no domingo à noite vendo filmes na Semana dos Realizadores até quase meia-noite. Jantei (no Lamas, no Rio) e, às 5 da manhã, já estava no aeroporto, para pegar o primeiro voo para São Paulo, pois tinha de ver Os Oito Odiados para entrevistar Quentin Tarantino e Tim Roth. O voo atrasou e, ao invés de chegar às 7, cheguei às 8 (da manhã). Felizmente, a sessão, marcada para 9, atrasou, porque senão teria perdido, com o trânsito infernal da volta do feriado. Não posso falar sobre o filme por conta de embargo, mas Tarantino surpreende até que quem espera ser surpreendido por ele. Sergio Corbucci – o outro Sergio – encontra John Ford. Xiiii, acho que não podia dizer isso, mas está dito. E é só uma palhinha… Imagino que Hector Babenco vai gostar de saber que ‘Quentin’ cita City of God como grande filme brasileiro, mas seu preferido é…. Pixote! E Tarantino desancou Spike Lee. Alguém perguntou, a título de provocação, se ele gostaria de trabalhar com o diretor de Faça a Coisa Certa. Spike Lee foi duro com Tarantino na questão da escravidão de Django Livre. Tarantino deu o troco. Disse que o dia em que ele trabalhasse com Lee seria o melhor da puta vida do diretor. Fiquei o dia todo na função de The Hateful Eight. Fiz uma entrevista bem bacana que só poderá ser publicada em 21 de dezembro. O negócio é esperar. À noite, havia o prêmio de ‘Qualidade’ (com maiúscula) do teatro paulista. Fui com meu amigo amigo Dib Carneiro e a turma de Pulsões, a linda peça dele. Sensacional! Fernanda de Freitas venceu melhor atriz de drama e Kika Freire como melhor diretora. Enchemos a cara, comemoramos, foi ótimo. Pena que a peça, tão boa, e votada pelo público, não tenha tido o público que merecia – o que não deixa de ser uma contradição, em termos.