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‘Tá chegando a hora

Luiz Carlos Merten

06 Julho 2018 | 08h47

É um dia que se antecipa cheio de emoções. Pegando pelo lado ideológico, um embate de colonizados e colonizadores, América Latina e Europa. Mas nem a França colonizou o Uruguai nem a Bélgica, o Brasil. Espanha e Inglaterra formataram a nação uruguaia e o Brasil foi aquelas mistura. Portugueses, um tantinho de espanhóis no Sul, holandeses no Nordeste, o iluminismo dos franceses nos meios intelectuais (do Rio a Santa Fé, a cidade fictícia de Erico Verissimo) e, depois, claro, a influência norte-americana, que persiste. (Muito interessante a matéria de capa da Carta Capital da semana que se encerra, O petróleo é deles. Oportuna também a de Jotabê Medeiros sobre os imbróglios de Sérgio Sá Leitão no MinC.) Mas, enfim, vou torcer pelo Uruguai, por mais difícil que venha a ser para a celeste, desfalcada da experiência de Cavani, que, até onde sei, não foi confirmado, parar o dínamo francês, puxado pelo corredor olímpico dessa Copa, Mbappé. E claro, torcer pelo Brasil, na expectativa de que o ataque brasileiro ache o caminho por entre a (mais) fraca defesa belga. O cinema fica para depois. Não posso deixar de pensar nos Dardenne. São boleiros ardentes. Adoram falar de futebol. Estarão na Rússia, ou terão permanecido em Liège? Nesta sexta, 5, sou antibelga e anti-Dardenne. Com respeito esportivo. Que sejam jogos épicos, como gosto.