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Soderbergh tem seu dia de Spielberg

Luiz Carlos Merten

29 Dezembro 2014 | 10h01

Comprei anteontem numa banca da Paulista a edição de novembro da revista francesa Studio. Encontrei duas notas que me pareceram bem interessantes. Uma delas dá conta de que, em 8 de novembro, a Academia iria outorgar, e certamente outorgou, Oscars honoríficos para personalidades importantes que nunca ganharam o prêmio. O animador japonês Hayao Miyazaki, mas eu achei que ele já tinha ganhado, o roteirista e dramaturgo francês Jean-Claude Carrière, e  dois atores lendários – Harry Belafonte e Maureen O’Hara. Harry foi sempre uma espécie de consciência negra em Hollywood. Teve grandes papeis com Otto Preminger – em Carmen Jones e Porgy e Bess, em ambos formando dupla com Dorothy Dandridge, a mais fulgurante estrela negra do firmamento norte-americano, o que inclui Halle Berry, por exemplo. Maureen participou de filmes cultuados – foi a Esmeralda de O Corcunda de Notre Dame, de William Dieterle, com Charles Laughton como Quasímodo, mas foi principalmente a companheira de John Wayne em clássicos de John Ford, Depois do Vendaval, Rio Bravo/Rio Grande e Asas de Águia/Wings of Eagle. Com Wayne, fez também Quando É Preciso Ser Homem/McLintock!, de Andrew McLaglen, e sem ele, formando dupla com Tyrone Power, fez mais um Ford, A Paixão de Uma Vida. A outra nota diz que Steven Soderbergh, em seu site, que eu nem sabia que ele tinha – Extension765.com -, fez uma experiência no mínimo curiosa. Dissecou cenas de Os Caçadores da Arca Perdida, o primeiro Indiana Jones, para analisar o método de seu xará Steven Spielberg. E, no que não deixa de ser um exercício de estilo, deu sua contribuição à saga de Indiana Jones mudando a trilha e até o storyboard em momentos chaves. Confesso que não tenho interesse maior por Soderbergh, mas se vocês entrarem no site e me disserem que vale a pena, prometo conferir.