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Socorro!

Luiz Carlos Merten

04 Outubro 2018 | 23h43

Cá estou em casa, assistindo ao debate dos presidenciáveis. É de cortar os pulsos. Bolsonaro fez forfait, alegando que está em recuperação, mas me informou a Lúcia, minha filha, que ele estava na Record, ao vivo, dando entrevista. Donde, é fácil presumir, o que não queria, na dianteira das pesquisas, era virar saco de pancada dos demais candidatos. Como crítico, trabalho muito com símbolos. A semiologia, a semiótica como ciência geral dos signos, derruba metade dos presidenciáveis – o que dizem, o que representam. De cara, Meirelles, Alckmin e Dias não passam no teste. Não se trata de ideologia. Nenhum humorista conseguiria criar caricaturas mais perfeitas – eles ‘são’. Não sei se rio ou se choro. Mas tenho de admitir. Ciro e Meirelles peitaram Bolsonaro, não só a sua omissão, como o fato de seu vice e do guru economista viverem em rota de colisão com o próprio candidato. Ninguém se entende. Socorro!