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Semana (5)/Vencedores!

Luiz Carlos Merten

26 de novembro de 2017 | 09h12

Havia quatro júris na 9ª Semana – oficial, de estudantes, da crítica (pelo coletivo Elviras) e Edt. O oficial atribuiu dois prêmios – o de melhor filme para Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós, e o especial para o curta Travessia, de Safira Moreira. Pela receptividade aos filmes, nas respectivas sessões, nenhum desses prêmios me surpreendeu, mas eu confesso que, se jurado fosse, teria batalhado por um só prêmio e seria para o curta Poesia na Guerra, de Fernando Salinas, com o poderoso Siqueira, que venceu um tal prêmio força libertária da palavra e da poesia. O júri de estudantes premiou Café com Canela, de Ary Rosa e GLenda NIcácio, e TRasvessia. O da crítica, Histórias Que Nosso Cinema não Contava, de Fernando Pessoa, e Travessia. O Edt, Prêmio Ricardo Miranda de Montagem de Invenção, foi dividido entre Música para Quando as Luzes se Apagam, de Ismael Caneppele, e Baronesa, de Juliana Antunes e Affonso Uchoa. O melhor filme que (re)vi durante os quatro dias em que estive na Semana, de quinta a domingo, foi o Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, mas quero deixar registrado que gostei demais do que vi e ouvi, por mais ‘ruído’ que tenha havido em alguns debates. Mais que abrir espaço para o cinema brasileiro contemporâneo, a Semana, vou pegar carona na justificativa para o debate que mais queria ver, mas perdi, justamente porque,na segunda, 20, já estava voltando para São Paulo – Periferia, Negritude e Experimentação. A Semana consolida-se, cada vez mais, como espaço dos novos agentes e territórios da produção audiovisual que subvertem as lógicas da negritude e da periferia estabelecidas (pelo discurso branco?, sou eu perguntando). Lamento muito que a absoluta falta de dinheiro não tenha trazido a Semana para São Paulo, mas naquele dia do lançamento da Spcine Play dei um toque para o Maurício Andrade Ramos, diretor-presidente da Spcine e senti receptividade por parte dele. Um diálogo entre as partes – alô-alô – seria muito bem-vindo. Com o circuito que tem a Spcine, seria muito interessante levar a Semana, e sua proposta, para todas as regiões paulistanas.