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Sem meias-medidas, 8 ou 80. Do ‘feel good movie’ à gênese do vilão

Luiz Carlos Merten

05 de outubro de 2019 | 09h50

Estou há dias para acrescentar o seguinte post. Assisti, no começo da semana, a Encontros. Adorei o longa de Cédric Klapisch com François Civil e Ana Girardot. Adorei o filme, o elenco. Ecos do argentino Medianeras. O casal em Paris, habitando o mesmo espaço, cruzando-se nas ruas, mas sem se conhecer. A importância da palavra. Verbalizar o sentimento, fazer o luto (quando necessário). Entrevistei o diretor pelo telefone e emendei com a redação da matéria. A feel good movie. Um filme pra que a gente se sinta bem. Eu me senti. Me veio um desejo de reconciliação. Com os outros, e comigo mesmo. Ainda como se estivesse num musical – I’m in heaven, dançando nas nuvens -, fui ver Coringa na pré-estreia. Joaquin Phoenix só pele e osso, 24 quilos mais magro. A gênese do vilão. O horror, o horror. Das nuvens, caí, sem para-quedas, no inferno. V de Vingança. O vigilante mascarado – e vestido de palhaço – promove um banho de sangue. O caos do mundo, Gotham em chamas. O assassinato do pai de Bruce Wayne. Batman, onde está o super-herói? Foi como enfiar o dedo numa tomada. Tomei um choque. Estou indo à coletiva da Mostra. Bong Joon-ho, Parasita. Haja coração.

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