As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Sem bom jornalismo, não há democracia possível’

Luiz Carlos Merten

30 de abril de 2014 | 10h04

RECIFE – E, afinal, nem Jorge Furtado nem o diretor português Joaquim Pinto subiram ao palco do Cine-Teatro Guararapes para receber seus prêmios no Cine PE. Joaquim nem veio, dada a precariedade de sru estado de saúde. Jorge foi-se – voltou para o Rio Grande. Mas ele agradeceu por meio de um, uma, representante. Achei tão bonito seu discurso que o transcrevo.

“Infelizmente não pude ficar até o fim do Festival. Caso o filme ganhe algum prêmio, pedi a Maria do Rosário (Caetano), uma jornalista que defende bravamente o bom cinema brasileiro, que recebesse o prêmio para um filme brasileiro que defende o bom jornalismo. Sem ele, não há democracia possível.

Quero agradecer ao festival, a equipe do filme, aos atores e entrevistados, e hoje, especialmente, aos pernambucanos.

Ao Raimundo Pereira, nascido em Exu, no sertão de Pernambuco, que nos ensina que “novo é aquilo que reorganiza o passado”.
Ao recifense Geneton de Moraes, que nos lembra da necessidade de manter a inocência e orar diariamente à Nossa Senhora do Perpétuo Espanto.

Ao meu companheiro de 25 anos de trabalho, Guel Arraes, que me mostrou a riqueza da diversidade cultural brasileira e a importância de lutar por uma televisão de qualidade.

E ao seu pai, o governador Miguel Arraes, que me deu o prazer de algumas longas conversas e que, num dos momentos mais graves da história brasileira, soube ficar de pé em defesa da liberdade.

 Muito obrigado,

Jorge Furtado”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.