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Saudades de Hawks

Luiz Carlos Merten

17 de junho de 2015 | 20h29

LOS ANGELES – Não contei por que estou aqui. Daqui a pouco vou ver Magic Mike no Chinese Theater e amanhã entrevisto Channing Tatum e o restante da equipe do longa que dá sequência ao filme de Steven Soderbergh sobre os strippers masculinos. É bom? Sei lá… O importante é não ter preconceito. Ainda não postei nada sobre o megassucesso planetário de Jurassic World. Com US$ 511 milhões no fim de semana de abertura – a metade nos EUA -, o longa já fez história como a maior renda de abertura de todos os tempos. É mole? Diverti-me bastante com o filme de Colin Trevorrow com Chris Pratt e por ‘diverti-me’ quero dizer que ingressei no turbilhão de emoções da trama. Adorei a história dos irmãos e a luta final dos dinos é antológica, mas sujeito-me a virar objeto de execração pelo que vou dizer agora. Meu colega Rafael, que faz a parte de cinema no Guia do Estado, me esculhambou porque o filme é machista. A cena em que Bryce Dallas Howard desce do sapato alto para se equiparar a seu macho me remeteu a Howard Hawks, Hatari! John Wayne, como caçador de animais vivos, mede-se com a natureza. Elsa Martinelli identifica-se com a natureza, e o elefantinho a segue e, por isso, segundo Hawks, as diferenças entre homens e mulheres são o motor da vida (da estética dele, pelo menos). Hoje, imagino que Hawks e eu sejamos ‘machistas’. Sorry, mas o direito à diferença não é só o direito à diferença do amor entre iguais. Tenho comparado Bradley Cooper, no jornal e aqui mesmo no blog, a John Wayne. Chris Pratt me lembra George Peppard. Bryce Dallas não deixa de ser sua bonequinha de luxo. Tem um monte de filmes que quero rever ao voltar ao Brasil e um deles é, certamente, Jurassic World. Agora pagando, para engrossar a estatística.