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Sandy, Júnior e seu Mad Max brasileiro

Luiz Carlos Merten

30 de março de 2019 | 09h07

Não sei se são proporções exatas – não lembro -, mas cerca de 55 milhões de pessoas votaram no coiso e 45 (milhões) em Fernando Haddad. O antipetismo falou mais forte, obteve maioria, mas não foi unanimidade. Pergunto-me quantos desses 55 milhões repetiriam seu voto, considerando a m… toda em que estamos metidos e que não para de crescer. Nesses momentos, fico feliz comigo, por viver no meu casulo, fora das redes sociais, onde ocorreu a polarização e famílias, amigos racharam. Embora mais fácil de explicar, o ódio ao PT – e a Lula – é tão revelador do estado do Brasil (e do mundo) quanto essa loucura que foi a corrida para o revival de Sandy e Júnior. Façam bom proveito, tenham ótimos shows, mas não iria nem que me dessem convite, e de camarote. Minha única experiência com a dupla foi, continua sendo, o filme de Flávia Moraes, Acquária. Mad Max em terras brasileiras – no futuro distópico, a falta d’água é o grande problema que assola o planeta. Na época, 2003, Acquária faturou 900 mil espectadores, o que ficou abaixo da expectativa, mas hoje seria considerado um número superlativo. Passaram-se 16 anos, minhas vagas lembranças de Acquaria confundem-se com as de Mad Max na Cúpula do Trovão e, em vez de Sandy e Júnior, ou Sarah e Kim, o que me vem é Tina Turner cantando We don’t need another hero. Flávia Moraes havia dirigido clipes da dupla e eu me pergunto se, no bojo do retorno triunfal de Sandy e Júnior não valeria também recolocar Acquária na roda? Não descarto que, por estar fora da curva, o filme não tenha sido visto adequadamente, inclusive por mim. Parecia tão… Excessivo? Um filme estrangeiro made in Brazil. Confesso que reveria Acquária. Fui pesquisar a trilha, e a dupla canta Libertar, Encanto (o tema do filme), Planeta Água, que bem poderia virar um hit ecológico, e O Mundo Que Se Vê.

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