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Sandra Rosa Madalena, olé!

Luiz Carlos Merten

04 de julho de 2013 | 17h28

Fui ver ontem pela manhã A Sorte em Tuas Mãos e confesso que me emocionei com o novo filme de Daniel Burman, interpretado por Jorge Drexler, sim, o compositor, o que foi uma surpresa para mim. Tudo me encantou – a história, os personagens, a situação. Um sujeito que acaba de fazer vasectomia encontra uma antiga namorada, e ela não apenas está ansiosa para fazer sexo – e ele está de resguardo -, como também quer um filho (ela). O filme é muito realista e bem humorado,. dentro daquele humor judaico que Burman sabe exercitar tão bem. Há um rabino liberal e que tem uma banda chamada Rabinos de nada. Jorge Drexler é ótimo como ator, Valeria Bertucelli, que faz a ex-namorada, também é muito boa e a mãe dela é Norma Aleandro, num papel de ‘diva’. Norma tem um programa de rádio em que fala de literatura. Numa cena, mãe e filha falam do pai e ex-marido. A filha quer saber por que a mãe se separou? Norma expõe a fragilidade do ex0-marido, mas, de repente, o olhar perde-se e ela diz que ‘lo extraña’, ou seja, sente sua falta. Saí do cinema como quem flana, pensando comigo – Norma Aleandro é a Fernanda Montenegro deles. E pensei mais. Esse cinema argentino que nos fascina com seu olhar de (e sobre a ) classe média talvez não tenha um grande diretor, digo grande mesmo, como no Brasil existem vários, mas então como e por que o cinema argentino é, medianamente, tão bom? Fiquei o dia inteiro pensando em La Suerte en Tus Manos, num estado de euforia que o desfecho ‘fantástico’ da história me proporcionou. E aí li que o Man of Steel já está fazendo o maior sucesso0 e faturou meio bilhão, é US$ 500 milhões. Gosto do filme, do diretor, Zach Snyder, e do ator, Henry Cavill. Pode parecer bobagem, mas fiquei feliz por ambos. Vamos ter Man of Steel 2, aleluia! Meu amigo Dib Carneiro me mostrou outro dia um comentário no Facebook. O cara reclsama da história, mas diz que as cenas de ação de Man of Steel são as melhores que ele já viu. Eu acho a ação OK, mas o que me encanta é justamente o intimismo da história, a ligação de Cavill com a sua Lois, Amy Adams, e com os pais, o galáctico (Russell Crowe) e o terreno (Kevin Costner). E aí, no fim de noite, fui ver, às 22 horas, Minha Mãe É Uma Peça no Shopping Bourbon. Acreditem se quiserem – cheguei às 20h30 porque ia jantar com o Dib o comprei os dois últimos lugares (os dois últimos!). Nunca vi uma plateia rir tanto num filme (juro!) e, no final, houve um grande aplauso. Havia entrevistado Sidney Magall na segunda, no Rio, por conta da dublagem de Meu Malvado Favorito 2, em que ele faz o vilão, El Macho. Juro que me deu um branco e não me lembrava de que Magall faz o gran finale de Minha Mãe´É Uma Peça. Enquanto na tela aparece a mãe de Paulo Gustavo, o ator/autor, Magall ataca na trilha a sua cigana imortal. A plateia deixa a sala eufórica. Minha Mãe já passou de 1,5 milhão de espectadores. Só? Se o boca a boca valer, o filme chegará pelo menos ao dobro. Não havia uma voz contra. Ah, sim, me falaram que o crítico da Folha… Não conta, de tão previsível.

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