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‘Sagrado Segredo’

Luiz Carlos Merten

04 de agosto de 2012 | 11h42

Não rezo pela cartilha de Inácio Araújo nem ele pela minha, mas tendo a ser solidário com meu colega da ‘Folha’. Dib Carneiro me disse que ele saudou ontem a estreia de ‘Sagrado Segredo’ com entusiasmo, dizendo que o longa de André Luiz Oliveira é um oásis no deserto do cinema brasileiro em 2012. Ainda não vi e já gostei. Faço mea culpa. Havia recebido há tempos um e-mail anunciando a estreia em 3 de agosto. Esqueci-me, perdi cabine, se houve, e a pauteira do ‘Caderno 2’ não me pediu a cotação do filme, como faz toda quarta-feira. Se tivesse pedido, teria me lembrado. Na quinta à noite, quando cheguei em casa – tarde – me aguardava o DVD. Como não dava mais tempo para as edições do fim de semana, que estavam diagramadas, preferi deixar para ver no cinema. Ontem não deu, porque consegui falar com Rodrigo Santoro – a matéria sai amanhã – somente no fim da tarde e à noite, depois de redigir o texto, tinha teatro. ‘Sagrado Segredo’ é o miúra do miúra. Está em uma sessão, às 19h20, no soturno Arteplex Itaú. Não sei de vocês, mas não gosto do clean black do novo design do conjunto de salas do Adhemar Oliveira. Sorry, mas tenho tomado meu café na cafeteria de baixo, no 2.º andar. Mas hoje lá estarei. Quem deu a cotação do filme no Guia do ‘Estado’? Meu colega Zanin? ‘Sagrado Segredo’ mereceu duas estrelas, correspondentes a regular. André Luiz Oliveira é um dos grandes e um dos raros autores brasileiros que ainda permanecem ‘malditos’. De ‘Meteorango Kid’ a ‘Louco por Cinema’, passando pelo deslumbrante ‘A Lenda de Ubirajara’, seu cinema é sinônimo de invenção, originalidade, ousadia. Não é que eu já vá com parti-pris, mas espero gostar. Roda de novo, André. Pelos velhos bons tempos que já me proporcionaste no cinema.