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Sábado de decepções

Luiz Carlos Merten

24 Junho 2018 | 10h28

Tive ontem um dia bem agitado – e hoje comecei com a físio. Larguei a bengala, aleluia! A vida vem. Habemus futuro. Assisti ontem, numa sessão infantil, a Incríveis 2 e, por mais que goste de Brad Bird – Ratatouille, Missão Impossível/Protocolo Fantasma -, dessa vez não embarquei. Até pensei que tinha passado das duas horas regulamentares – interminável. Mamãe é escolhida numa missão, o que obriga papai a ficar em casa com as crianças – o tal empoderamento. Mas, claro, não se pode confiar nessas mulheres – veja por quê, e papai, a família toda, incluindo o bebê, agora com poderes especiais, têm de ir à luta. Prevalece a família. À tarde fui ver o Hereditário, de Ari Aster, que está sendo considerado a nova sensação do terror. Outra família, live action, uma seita secreta que adora o demônio que é um dos reis do inferno – Paimon. A morte de vovó deflagra os acontecimentos sinistros, Toni Collette é melhor do que o papel exige e carrega – talvez exagere – no tom, mas confesso que não ficou muito claro para mim porque, se vovó era rainha – olha o spóiler -, o sucessor tem de ser do sexo masculino? Como a maioria dos filmes de terror contemporâneos, não tem muita lógica e tem uma hora em que a psicologia vai pro brejo, substituída pelos efeitos. Meia-boca. Já vi casas mais assombradas. À noite, fui ver PI – Panorâmica Insana, a nova montagem de Bia Lessa. Ainda não foi dessa vez que gostei, mas PI merece um post especial. O próximo.