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Russell Crowe só viu o Rio da janela do quarto

Luiz Carlos Merten

21 de março de 2014 | 09h14

RIO – Aqui estou, desde quarta à noite. Vim para o evento de lançamento de O Caçador, a série de José Alvarenga escrita por Marçal Aquino e Fernando Bonassi, com Cauã Reymond na pele de um policial renegado. Marçal definiu o projeto – não é um policial, mas um drama criminal. O que vi me pareceu bem promissor. E Alvarenga, aproveitando a liberdade que o horário de fim de noite oferece para criar entretenimento adulto, promete cenas calientes com Cléo Pires. Nanda Costa, a deusa, faz uma p… que virou crente. Se permanecer recatada até o fim vai ser um desperdício. Emendei O Caçador com Noé, de Darren Aronofsky, que trouxe Russell Crowe ao Brasil. Vi o filme ontem à noite para as entrevistas desta manhã, uma coletiva seguida de individual. Roger Lerina, de Zero Hora, que fez ontem o tapete vermelho, diz que não consegue reproduzir o que Crowe falou. Vai ter de ver a gravação. O cara foi apresentar o filme na sala 5 do Cinópolis Lagoon e a sensação é de que fala para dentro. Crowe, mesmo assim, pareceu simpático, considerando-se sua fama de turrão. E, num esforço de reportagem, falando com meio mundo, consegui reproduzir parte do que disse. Ele ainda não conseguiu conhecer o Rio – havia chegado na quarta. “Hoje (ontem) foi um  dia de descanso,  de recuperação. Domingo estava na Turquia, depois fui para Moscou e Roma, tudo correndo. Só posso dizer que a vista do meu quarto é fantástica.” Sobre o filme de Aronofsky – “É uma história emocional que vai pegar vocês de surpresa. É engraçado ver as pessoas aqui todas sorrindo. É bom preparar o lenço para uma jornada in esperada.” Fiquei bem impressionado com o filme, e de uma maneira curiosa que ainda não consegui racionalizar, ele me lembrou o tempo todo o Fausto de Alexander Sokurov, que Aronofsky, teria de pesquisar, mas tenho quase certeza, premiou como presidente do júri em Veneza. Estou só dando notícia. Tenho a rádio daqui a pouco e não posso perder. Na segunda, já não consegui entrar. Daqui a pouco eu volto.

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