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Rumo ao 7

Luiz Carlos Merten

10 de junho de 2013 | 10h04

Ia misturar alhos com bugalhos no post anterior, mas achei que seria demais para qualquer cabeça acompanhar meus raciocínios malucos e, por isso mesmo, por dúvida das vias, não passo no instituto psiquiátrico preferido de Eliseo Subiela. Quem sabe não me deixam trancafiado, também? He-he. O post é sobre Velozes e Furiosos 6. Hein? Não havia gostado do 1 nem do 2, do 3… A série me interessa a partir da entrada em cena de Justin Lin. Justin quem? Entrevistei-o no Rio, quando a Universal o trouxe com parte do elenco do 5, incluindo Vin Diesel. Justin Lin, kubrickiano de carteirinha (como Michael Bay) – podem parar de rir -, me disse que tinha algumas ideias para o 6. O filme bebe na fonte de Alfred Hitchcock, menos o suspense. Vertigo, Sueurs Froids, Um Corpo Que Cai. Como James Stewart, tentando resgatar Kim Novak de entre os mortos – a mulher que viveu duas vezes -,  Vin Diesel e seus amigos tentam resgatar Michelle Rodriguez, que perdeu a memória e virou peça decisiva no esquema do inimigo que agora enfrentam. Justin Lin filma corridas e perseguições melhor do que qualquer outro diretor – e quem acha que é fácil, se engana -, mas, como no 5, é o intimismo que lhe interessa, a despeito de toda a parafernália de efeitos. E o filme é sobre família, a família que Toretto (Vin Diesel) conseguiu montar, não a de sangue, mas aquela que se estabelece por afinidades seletivas. Não creio que muita gente vá se debruçar sobre Velozes e Furiosos 6, e menos ainda que leve a sério o que o diretor Justin Lin está querendo dizer. Eu levo, e me encantou o esforço de Vin Diesel, de Paul Walker e seus amigos para resgatar Michelle Rodriguez de entre os mortos. Já estou nos cascos à espera do 7. No fim dos créditos – se vocês saírem, ou saíram antes, vão perder – há uma espécie de avant trailer com…? O cara é bom de volante e eu vivo dizendo que é o maior astro de ação da atualidade. Quem é?

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