Réquiem – para quem?
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Réquiem – para quem?

Luiz Carlos Merten

31 de janeiro de 2014 | 12h45

TIRADENTES – Lá vou eu colher um vendaval de críticas, porque meus posts de teatro sempre repercutem muito. Mas esse povo de teatro – os críticos – são muito esquisitos. Uma vez, na redação do Estado, fiz uma ressalva a uma montagem de Otelo e Beth Néspoli, que então escrevia no Caderno 2, encrespou-se. Quem era eu para falar de teatro? Existe um coletivo de crítica que pensa em bloco, que decide o que vale ou não e se acha dono da verdade. Estou aqui em Tiradentes, o lugar em que mais se debate cinema – em termos de festivais – do Brasil, e não percebo essa camisa de força. Há uma pluralidade muito saudável, como os próprios filmes. Mas, enfim, Dib Carneiro me mostrou uma crítica sobre Um Réquiem para Antonio que saiu na Folha. O jornal já tem aquele perfil. Adora não adorar as coisas, o que na mentalidade tacanha deles passa por ser ‘crítico’. O texto é pura provocação – o da crítica. Dib, segundo ela, escreveu uma peça quase enciclopédica, seja lá o que isso significa, mas Maria Adelaide Amaral, cuja opinião prezo mais, enviou ao Dib um e-mail dizendo que nunca tinha visto e ouvido nada tão bonito sobre a inveja, o tema da peça. A guria da Folha – é do sexo feminino, presumo que seja jovem, inexperiente – segue com suas ressalvas à montagem, aos atores. Diz que Gabriel Villela cede ao multiculturalismo, que fez um pastiche nos cenários e figurinos. Bem, tudo aquilo faz sentido na ótica clownesca que ele adota, mas parece ter escapado à moça. Seria mais honesto dizer – não gostei. Ninguém é obrigado a gostar. F… é buscar conceitos para sustentar o insustentável. E depois de arrasar, ela ainda diz, na cotação, que é ‘bom’. Como, o que sobrou para ser bom? Enfim, Dib, Gabriel e Claudio Fontana são meus amigos. Já ouço alguém dizer que defendo minha patota. Vão ver, vão ver, é o que digo como resposta

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