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Raoul Peck e Woody Allen, meus dois amores

Luiz Carlos Merten

02 Janeiro 2018 | 23h56

Meu primeiro post de 2018. Meu último filme de 2017 foi O Jovem Karl Marx. Amo o filme de Raoul Peck. Coloquei-o entre os meus melhores filmes do ano, no Estado. Somente hoje, dia 2, fui ver meu primeiro filme de 2018. Na verdade, rever. Fomos, Dib Carneiro e eu. Woody Allen, Roda Gigante. Ainda não consegui emplacar minha matéria sobre O Jovem Karl Marx, por falta de espaço. Deve sair no domingo. Por curiosidade, li a crítica da concorrência. Quis cortar meus pulsos. Sobre o Woody Allen, o Globo fez um Gostei/Não gostei, Bonequinho aplaudindo e dormindo. Como havia gostado muito do filme, fui ler, como curiosidade, o Não gostei. Jesus! As duas críticas, sobre O Jovem Karl Marx e Roda Gigante, me lembraram, sorry, François Truffaut. Um diálogo de Catherine/Jeanne Moreau, em Jules e Jim, quando ela diz que é uma mulher de moral duvidosa, porque duvida da moral dos outros. Eu sou um homem de honestidade duvidosa. Duvido da honestidade (intelectual) dos outros. O…, sei lá que adjetivo usar para definir o ‘crítico’ do Globo, achou os diálogos de Wonder Wheel os mais mal-escritos da carreira de Woody Allen. Eu revi o filme siderado. Há tempos Woody Allen não fazia um filme tão sombrio. Teatro, literatura, melodrama. Não consegui esboçar um sorriso. Não é um filme para rir. E Kate Winslet… Que que é essa mulher? O cara do Globo não tem a menor importância. F…-se! Mas a crítica do Jovem Karl Marx, na Folha, era de Inácio Araújo. Inácio! Confesso que fiquei na maior depressão. Vai passar.