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‘Querido Manoel’

Luiz Carlos Merten

02 de abril de 2015 | 17h23

‘Cher Manoel’. Assim Gilles Jacob, ainda presidente do Festival de Cannes, se dirigiu a Manoel de Oliveira, ao outorgar, ao centenário gigante que morreu hoje, sua Palma de Ouro honorária. Agora que prendi a atenção de vocês, quero dizer que o post é sobre outro morto desta quinta-feira. Hoje pela manhã também morreu Ricardo Della Rosa, o jovem – apenas 41 anos – fotógrafo de Casa de Areia, À Deriva, O Passado, Os Penetras e O Homem do Futuro. Há dois anos ele lutava contra o câncer. A doença não o impediu de ainda fotografar Rio Eu Te Amo. Faço questão de acrescentar esse post porque Ricardo foi um grande e eclético fotógrafo, tão bom nos interiores sombrios como a alma dos personagens de alguns de seus filmes como nas explosões de luz de outros.  A praia de Heitor Dhalia, os Lençóis Maranhenses de Andrucha Waddington. O cara que captou aquelas imagens não era só bom. Acho injusto que, morrendo no mesmo dia de Oliveira, Ricardo Della Rosa se arrisque a ser ignorado ou subestimado, na comparação com o mestre português. No Twitter, Fernando Meirelles escreveu uma coisa linda – ‘Perdemos Ricardo e com ele o cinema brasileiro perde sua luz’. Para não perder a ocasião, ‘Querido Ricardo’…

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