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Quem são os bárbaros? E a ‘divina’ Luiza Mariani

Luiz Carlos Merten

25 Outubro 2018 | 08h53

Tabajara Ruas teve a mesma formação clássica que eu. Encontro na justeza de seus olhar sobre as coxilhas e llanuras do Rio Grande os mestres que fizeram nossa formação. Mas encontro também a modernidade do gesto, quando Sirmar Antunes, sempre poderoso, confronta Murilo Rosa, o major Ramiro de Oliveira, com a pergunta – ‘Quem são os bárbaros?’ Quem eram os bárbaros na Revolução Federalista, quem são hoje? Me deu vontade de ver um filme da Mostra intitulado Eu não Me Importo se Entraremos para a História como Bárbaros. Não, não é a maioria ruidosa do Brasil atual. Foi a frase dita no Conselho de Ministros da Romênia, que precedeu um célebre massacre em 1941 – o início da ‘limpeza étnica’ no país. Por sinal, tem sessão hoje, 25, às 20h45, no Itaú Frei Caneca 5. A Cabeça de Gumercindo Saraiva está no Projeta às 7 do Cinemark e da Elo Company, que abre nova janela para o cinema brasileiro, todo dia, durante duas semanas, uma sessão às 19 h, em salas de todo o Brasil. E tenho de falar de Luiza Mariani em Todas Canções de Amor. A diretora Joana Mariani escreveu o filme para Luiza, sua prima. Ela faz Clarisse, a mulher do passado, que selecionou as canções da fita cassete como uma carta para o marido, Júlio Andrade. Ele é aquela maravilha de sempre. Puta ator! Mas Luiza… A personagem chama-se Clarice, como a Lispector. Vive a derrocada do seu amor. É intensa. Luiza olha para a câmera, bebe e fuma muito, está sempre envolta numa aura – da fumaça de cigarro. Joana Mariani também viu os seus, os meus, os nossos clássicos. Marlene! Pode não significar nada para os outros. Para mim, é tudo. Fiquei siderado pela Luiza Mariani.