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Quem fica?

Luiz Carlos Merten

30 de novembro de 2013 | 10h42

Tenho feito ginásticas mentais para tentar organizar uma lista de melhores filmes do ano que acomode o melhor brasileiro – São Silvestre, de Lina Chamie -, que entra só em 27 de dezembro, em cima das corrida deste ano. Estava quase chegando lá e ontem, na Reserva Cultural, conversando com Jean-Thomas Bernardini enquanto esperava para entrevistar Abedallatif Kechiche, ele simplesmente desmontou meu castelo de cartas. Tinha um francês na lista, e um filme dele, a animação Zarafa, de Rémi Bezançon, mas ontem Jean-Thomas me confirmou que logo após La Vie d’ Adèle, que vai ser lançado aqui como Azul É a Cor Mais Quente – como a HQ de Julie Maroh, na próxima sexta, dia 6 -, ele só vai esperar a seguinte, dia 13, para lançar também Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie. Holy sheet! Vou ter de acomodar três franceses, e o número 1 é o Guiraudie, com três norte-americanos de grande espetáculo (O Homem de Aço, de Zach Snyder, Gravidade, de Alfonso Cuarón, e Rush – No Limite da Velocidade, de Ron Howard) com os brasileiros, portugueses e espanhóis que me encantaram no ano que se encerra. São Silvestre tem cadeira cativa, mas vou conseguir manter O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, e Faroeste Caboclo, de René Sampaio? E os portugueses, se eu disser eu me inclino mais pela Angélica de Manoel de Oliveira que pelo Tabu de Miguel Gomes? Seja como for, meu esforço maior tem sido manter Blancanieves, de Pablo Berger, com Zarafa. Uma lista de melhores nunca é definitiva. Existem os filmes dorsais, que a estruturaram, mas o restante é um construção intelectual que depende muito do momento, não sei se me entendem. Gostava – muito – de Tabu, mas aí vieram Angélica e Blancanieves, que também operam no mesmo registro do primitivo e os defeitos do filme de Miguel Gomes, principalmente na parte ‘contemporânea’, a menos acabada, começaram a aparecer. O que tenho certeza é que São Silvestre, O Homem de Aço, Gravidade e Um Estranho no Lago, tão diversos entre si, serão os fieis da minha balança. Perdoem-me por compartilhar essas anotações, tão pouco conclusivas, após uma semana em que tenho andado desaparecido do blog, mas eu conto meus motivos no próximo (post).

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