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Queen Elizabeth

Luiz Carlos Merten

19 de abril de 2020 | 12h03

Não, não é a rainha da Inglaterra, que, na terça, 21, completa 94 anos. Acrescentei o post anterior, mas havia acordado disposto a escrever sobre outra coisa. Há tempos, mais de um mês, estou querendo lembrar que, no começo de março, quando estava em Paris, no pós-Berlim, não saía do cinema. A Cinemateca apresentava seu festival do filme restaurado, que me permitiu rever, entre outros, Os Profissionais, de Richard Brooks, e Os Eleitos, de Philip Kaufman, em presença do próprio e com direito a debate no fim da sessão. Saí pela noite, sob chuva e frio. A estação em que deveria fazer a conexão já estava fechada e lá fui eu para a rua, molhado, tiritando de frio, mas eufórico. O Brooks é um dos filmes da minha vida. Right Stuff é um dos maiores filmes dos anos 1980. Foi indicado para o Osdcar de melhor filme de 1983, no ano em que a Academia de Hollywood despejou seus prêmios em Laços de Ternura, de outro Brooks, o James L., que também levou a estatueta de melhor diretor (e as de melhor atriz, ator coadjuvante e roteiro adaptado). Philip Kaufman não foi nem indicado para melhor diretor, Academia de m… A questão é que peguei o book do que seria a programação da Cinemathèque no Printemps 2020. Uma grande exposição dedicada a Louis de Funès, mostras dedicadas a Gérard Oury, Alain Resnais, Don Siegel, Jean-Daniel Pollet, Andrei Konchalovski, Hugo Santiago, Hiroshi Shimizu e… Elizabeth Taylor! Já havia até me programado para rever no fim de maio, na volta de Cannes, os grandes filmes da fase mais madura de Liz – com direção de Richard Brooks, Joseph L. Mankiewicz, Vincente Minnelli, John Huston, Joseph Losey, etc -, mas também obras de sua infância e adolescência, como National Velvet, A Mocidade É Assim Mesmo, de Clarence Brown, e a Lassie, que nunca vi. Com a França em isolamento social, a Cinemateca está fechada e as mostras, suspensas – no site, está escrito ‘A venir’ -, mas diariamente a instituição apresenta, em sua plataforma VOD chamada Henri, um clássico do arquivo. Queen Elizabeth, era/é o título da grande mostra dedicada à Taylor. Liz à luz do feminismo. O programa inclui uma frase dela, que não conhecia – “Desde garota me considerava predestinada, e se isso é verdade Richard (Burton) era meu destino.” Só como curiosidade, neste domingo, 19, a retrospectiva de Don Siegel deveria estar apresentando Baby Face Nelson, de 1957, com Mickey Rooney e Carolyn Jones, lançado no Brasil como O Assassino Público n.º 1. Entrei agora para ver o que estaria disponível no Henri, em substituição, mas só encontrei os títulos do samedi, uma programação especial dedicada a Jean Epstein, incluindo La Glace à Trois Faces e La Chute de la Maison Usher, de 1927/28.