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Que venha o Oscar!

Luiz Carlos Merten

24 de fevereiro de 2019 | 21h43

Cá estou na redação do Estado, pronto para mais um Oscar – menos um, como diria Mário Peixoto. Na capa do C2 deste domingo, Ubiratan Brasil, de Los Angeles, informa que a Academia está à beira de um ataque de nervos, fazendo de tudo para não repetir o fiasco do ano passado, quando a cerimônia, transmitida ao vivo, foi vista por ‘apenas’ 26,5 milhões de espectadores nos EUA, a pior marca desde 1953, quando Oscar passou a ser televisionado. Na falta de um âncora, algo que também não ocorria desde 1989, há 30 anos, um monte de gente vai se revezar na apresentação dos quadros, e dos envelopes. Se tudo der certo, o primeiro Oscar será entregue às 22h06, no máximo 7, porque com o fim do horário de verão a cerimônia está começando mais cedo para a gente. No máximo, três horas, tudo menos as quatro do ano passado – quando o Oscar, como evento midiático, foi para o brejo. A postos, e torcendo por Alfonso Cuarón. Aliás, adorei uma história que li hoje. Guillermo Del Toro, que venceu o Oscar no ano passado com A Forma da Água, e foi quem, como presidente do júri, outorgou o Leão de Ouro de Veneza a Roma, tem sido o maior propagandista de Cuarón no Oscar. Del Toro considera Roma um dos cinco melhores filmes que viu na vida, mas, para que Cuarón não fique se achando, acrescenta que é o quinto.