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Que que é isso? (sobre Fátima e, ainda, Lion)

Luiz Carlos Merten

04 Março 2017 | 13h12

Descobri essa semana, na minha casa, uma praga que não pôde ser erradicada com dedetização comum. Alem de todo o transtorno – a casa ainda está um caos -, me custou um dinheirão.Bastarias pasra tumultuar um pouco minha vida, mas na quinta ainda consegui cair nas redação do Estado, bati com a cabeça e fui parar no hospital para observação. Ninguém merece – bem,. certamente alguém deve merecer e,por isso critério, seja lá o que tenha feito, espero estar zerado. Mesmo baleado, assisti a um belo filme francês – Fatima, de Philippe Faucon -, como condição para entrevistar o diretor. O filme conta a história dessa mulher islâmica que vive na FraNça, onde trabalha como faxineira. Ela está separada do marido, tem duas filhas que dá duro para sustentar. Uma se habilita para estudar medicina e a outra é a revoltada da família. Despreza a mãe, porque, como diz, ela limpa a merda dos outros. Fátima ganhou três prêmios César, o Oscar francês, incluindo melhor filme e espoir féminin, a magnífica Soria Hanrot, que faz a filha mais velha. Gopstei muito, e confesso que me bateu um desânimo. Somos tão colonizados. Toda essa preocupação pelo Oscar , e o filme do Faucon é tão bacana. Deveríamos, talvez, estar nos ocupando com outras coisas. Assisti a Fátima numa sessão exlusiva nas Reserva. Cheguei cedo e, na falta do que fazere, dei uma olhada no quatro afixado no lobby, com recortes de matérias de jornais. A maioria era do Caderno 2 e, para a falar a verdade, eram matérias minhas,mas havia uma da concorrência sobre Lion. Ricardo Calil achou o filme raso, e no texto, quew li na vertical, desanca o Oscar deste ano como medíocre ou coisa que o valha. Não assino embaixo porque creio que La La Land e Moonlight são grandes filmes e me encantei com Lion, mesmo ressaltando, aqui no blog, que é o filme ONG. Calil, com quem me dou bem, pode achar o nque quiser da vida e dos filmes, só quero manifestar minha desconformidade. Lion não é raso coisa nenhuma, não concorda que FDebv Patel tenha de suar para justificar sua candidatura a melhor ator e, menos ainda, que as demais indicações sejam todas injustificadas. Nicole Kidman foi, de fato, a melhor coadjuvante do ano, mesmo que o prêmio tenha ido para Viola Davis (por Um Limite entre Nós). Em desagravo, estou até pensando em rever Lion à tarde. Tão bonito….