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Que barraco!

Luiz Carlos Merten

14 de setembro de 2015 | 10h35

Maria do Rosário Caetano foi a fotógrafa oficial de minha festa de aniversário. Rô tirou muitas fotos que se propagaram pelas redes sociais. No final, ela elogiou a animação. Tive a festa que queria, Amigos vieram de longe para comemorar comigo, Lúcia e Fabi, que estavam na Bahia, pegaram um avião e chegaram a tempo – mas a aeronave arremeteu na pista e elas tomaram o maior susto. Mas ocorre que comemorei num buffet de Vila Madalena, e a Vila ficou muito visada, depois das bagunças da Copa, no ano passado. Além de DJ, tinha programada a entrada da bateria de uma escola de samba, da meia-noite à uma. Exatamente à uma da manhã, entrou a lei do silêncio. As mulatas – lindas! – iam atacar o feliz aniversário no andar de cima quando policiais armados invadiram o buffet. De arma na mão, no piso térreo, cercaram Gabriel Villela, perguntando se era o dono da festa. Gabriel, meu amigo querido, grande diretor, ficou intimidade, catou suas coisas e foi embora. Nem o vi sair. A dona do buffet, assustadíssima com a truculência do PM armado e que não parecia dado a brincadeira, desandou a chorar. E a todas essas apareceu um roqueiro velho, que eu não faço a menor ideia de quem era, também todo nervoso, mandando parar tudo. O roqueiro converteu-se. Renegou o passado – ou não era roqueiro de verdade – e virou respeitável. Devia ser o porta-voz da comunidade. A Vila Madalena, que queria ser o Village de São Paulo, assumiu sua vocação de convento. He-he. Que barraco! Não vi nada disso e estou repassando a versão que me contaram. A escola de samba pode ter interrompido sua evolução abruptamente, mas a festa foi ótima! Só o que falta ter terminado em tiroteio, como no far-west. Dava filme! Se houver 75, ou 80, vou procurar um buffet mais afastado para nova bateria!