As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Quantos ‘gomos’ tem a barriga tanquinho do novo Tarzan?

Luiz Carlos Merten

11 de dezembro de 2015 | 23h36

Estou há uns quantos dias sem postar, e não é por falta de assunto. Um pouco de preguiça, talvez, outro tanto de desencanto. Tenho feito entrevistas ótimas – Anthony Russo, Andréa Beltrão, Julianne Moore. Comprei no outro dia o Total Film, melhor seria seria dizer ‘a’, pois é a revista, e fiquei não feliz, porque não é o caso, mas comprei atraído pela capa, sobre ‘O Despertar da Força’, e descobri um texto de Neil Smith que leva para Hollywood, aleluia!, uma reflexão que não me canso de fazer no blog (e no jornal). Será que sou só eu?, pergunta-se Neil (não é, não), ou Scorsese não faz um filme bom desde Os Bons Companheiros? Há 25 anos… Tinha hoje o almoço de confraternização da Warner, mas antes havia um evento Paramount. Vimos 25 minutos do novo Michael Bay – 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi -, que foram seguidos por O Grande Engano. Confesso que descobri a existência do filme ontem, ao redigir o texto sobre os indicados do Globo de Ouro. Carol, de Todd Haynes, liderou as indicações de cinema, com cinco, seguido de uns quantos filmes que tiveram quatro, entre eles The Revenant/O Regresso e O Grande Engano. O filme com Christian Bale, Ryan Gosling, Steve Carrell e Brad Pitt é sobre as aberrações do sistema financeiro e sobre o fato de que ele é, básica e visceralmente, a-ético. No começo, o tom feérico, atores/personagens falando para a câmera, pensei comigo que ninguém, e muito menos eu, merece um segundo Lobo de Wall Street na vida, mas depois comecei a me dar conta de que estava vendo o Lobo bom, e bom porque não era do Scorsese, mas do Adam McKay, que não me lembrava quem era, mas Rubens Ewald Filho me disse que era o diretor das comédias de Will Ferrell. Chegamos, então, ao seguinte ponto – Adam McKay dando lições de cinema a Martin Scorsese, que pode ter sido grande, mas há tempos anda despencando ladeira abaixo, e agora não sou eu, mas a própria crítica norte-americana que começa a acordar e a dar-se conta do fato. O almoço da Warner foi chiquérrimo, no Figueira Rubayat, mas passo por cima do cardápio paras dizer que adorei os trailers de Batman Vs Superman e Tarzan, que estavam passando em looping. Um dia vou ter de fazer terapia para descobrir por que Henry Cavill me emociona tanto. É um puta ator, maior que Christian Bale, que criou o Batman de Christopher Nolan, mas o que me fascina é o olhar ferido que fragiliza o Super-Homem e expõe suas feridas. Ganhamos, de brinde, um álbum da DC Comics, Coleção Poster de Luxo (com 40 pôsteres descartáveis), com ‘os novos 52’.Um pôster me deixou loiuco – Superman e a Mulher Maravilha num bailado aéreo erótico. Meu Deus! É melhor deixar Deus de lado porque aquilo é coisa do demo, de tão sexy. Batman vs Superman estreia em 24 de março de 2016. Em 21 de julho chega o novo Tarzan. Dirige David Yates, que fez os últimos filmes da série Harry Potter. O próprio Tarzan é quem menos aparece no trailer. Posso ser antigão, dinossauro, mas Tarzan sempre foi meu herói do coração. Li todo – todo! – Edgar Rice Burroughs. Alexander Skarsgaard, da série True Blood, é quem faz o papel. As meninas da Warner me confessaram que a atual diversão preferida delas é contar os gomos na barriga de jacaré do cara. São dez ou 12? Quem quiser tirar a dúvida que corra atrás.