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Première Classics

Luiz Carlos Merten

03 Junho 2018 | 19h40

Havia comprado, como todo ano, as revistas francesas de cinema que mapeiam o Festival de Cannes. Cahiers, Première, Studio, Positif, Transfuge etc. E comprei, também, uma edição especial de Première. Classics – La Petite Histoire des Grands Films. La Face Cachée de 2001. E os demais. Piège de Cristal, Duro de Matar (o primeiro), La Mort aux Trousses, Intriga Internacional, O Nome da Rosa, A Pantera Cor de Rosa, Amor à Flor da Pele. E Bebel, Jean-Paul Belmondo, como ele se converteu no maior astro da França. Vi/Li Première Classics somente agora, e adorei. A Odisseia no Espaço, Stanley Kubrick. Como o grande diretor conseguiu fazer seu filme em segredo – sem nenhuma interferência do estúdio – e como a sessão fechada para executivos da Metro no dia 2 de abril de 1968 provocou um cataclismo. Ninguém entendeu nada, muito menos os raros críticos convidados. Em choque, e pressionado para a estreia no dia 10 de abril, Kubrick cortou – quanto? Há controvérsia se foram 20, 19 ou 17 minutos. O corte visava modificar o ritmo do relato e Kubrick, para manter o próprio mito – e o do filme -, ordenou a seu assistente Leon Vitali, pouco antes de morrer, que destruísse os negativos das cenas suprimidas, para que nunca ninguém tentasse readmiti-las. Incrível, fantástico, extraordinário.