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Poderosas!

Luiz Carlos Merten

09 de janeiro de 2020 | 09h58

Jay Roach está nos seus 60 anos – nasceu em 1957 – e iniciou-se como diretor fazendo comédias. A série Austin Powers era considerada ultrajante pelos críticos, mas Entrando numa Fria e Entrando Numa Fria Maior Ainda me fizeram rir bastante com Ben Stiller e Robert De Niro (e Dustin Hoffman e Barbra Streisand no segundo). Em 2015, Roach mudou o foco com sua cinebiografia de (Dalton) Trumbo, que lhe permitiu falar sobre a esquerda de Hollywood e as listas negras do macarthismo. Ele assina agora Bombshell, O Escândalo, sobre o início da campanha de Donald Trump nas diretas do Partido Republicano, mas por um viés particular – as denúncias de assédio contra o poderoso CEO da Fox News, Roger Allen, que instituiu o telejornalismo de pernas de fora, com belas mulheres (jornalistas) exibindo as coxas como parte do show da notícia. Roger exigia de suas apresentadoras provas de lealdade, e isso implicava quase sempre em cair de boca na informação – bem, não na informação, vocês entendem.Na ficção de O Escândalo, a personagem de Nicole Kidman é a primeira a iniciar a ação contra ele, acompanhamos o início do assédio à novata Margot Robbie, mas o xis da questão é quando a estrela da casa, Megin Kelly/Charlyze Theon, vai colocar a boca no mundo. Charlyze ganhou seu Oscar cedo demais, por Monster – Desejo Assassino, em que se metamorfoseou para interpretar uma notória prostituta lésbica que matou um cliente que abusava dela. O filme foi dirigido por Patty Jenkins, ela próprioa gay assumida, na fase anterior a Mulher Maravilha. De perto, ninguém, é normal, mas Aileen Wuornos era pintada para sere o monstro do título. Masculinizadas, feia, brutal, nada do que você comumente associa a Charlyze. A metamorfose foi tão perfeita que ela levou seu prêmio da Academia em 2003. Depois, seguiu uma carreira ziguezagueante até protagonizar o reboot de Mad Max – Estrada da Fúria em 2015. Surgiu outra Charlize, que agora se modifica de novo, mas sem abrir mão da beleza para potencializar a bombshell Megyn, que num determinado momento virou alvo de Trump por seu ‘feminismo’ no ar. Charlyze e Margot estão excepcionais e muito provavelmente, com certeza?, concorrerão ao Oscar. Estou indo a uma cabine, vou ter de interromper o post, mas quero voltar ao tema. Gostei do Roach. Aguardem.

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