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Peter Finch

Luiz Carlos Merten

12 de setembro de 2012 | 09h53

Peter Finch. Falei no post anterior sobre o ator inglês que morreu em 1977, aos 61 anos, e passaram pelos meus olhos cenas de vários filmes em que atuou – ‘A Lenda de Lylah Clare’, ‘Longe desse Insensato Mundo’, ‘O Voo do Fênix’, ‘Crescei-vos e Multiplicai-vos’, ‘Um Amor sem Esperança’, pelo qual sempre tive uma ternura especial, ‘Domingo Maldito’. Lembro-me do escândalo que foi quando Finch beijou na boca Murray Head no filme de John Schlesinger. “O que fiz”, ele disse, “foi pela Inglaterra.” Finch foi excepcional no cinema de Robert Aldrich, ou dando a réplica a Julie Christie na adaptação que Schlesionmger havia feito, antes de ‘Domingo Maldito’, do romance de Thomas Hardy, ‘Far from the Madding Crowd’. Finch foi, acredito, o primeiro ator a receber postumamente o Oscar. Ia escrever o único, mas depois me lembrei de que Heath Ledger ganhou, post-mortem, o prêmio de melhor coadjuvante pelo Coringa de ‘Bastman – O Cavaleiro das Trevas’. Finch ganhou pelo jornalista que ameaça se matar diante das câmeras de TV em ‘Rede de Intrigas’, de Sidney Lumet, fato que a executiva Faye Dunaway aproveita para alavancar a audiência. Lembro-me das cenas de pregação de Peter Finch no filme, mas o que ficou para mim, e não sei ‘retoco’ a imagem no imaginário, é a do orgasmo de Faye, montada sobre William Holden, e falando de números num crescendo que a gente não sabe se é empolgação pelo sexo ou pelo sucesso profissional, já que as duas coisas estão linkadas. Peter Finch! Era bom, o cara.

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