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Paul Verhoeven a olho nu

Luiz Carlos Merten

06 de setembro de 2020 | 20h34

Daqui a pouco estarei indo ao Drive-in Belas Artes, no Memorial da América Latina, para a abertura do CineFantasy. O filme é O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão. Espero voltar animado para escrever alguma coisa sobre a experiência. Antes preciso relatar que revi, um dia desses, o RoboCop de Paul Verhoeven, de 1987. Fazia tempo que não revia o filme. Não sou da turma que descobriu Verhoeven tardiamente, com Elle. Sempre gostei das maluquices do holandês, desde a sua fase pré-Hollywood. Turkish Delights, O Quarto Homem. Estava em Cannes na célebre sessão de Instinto Selvagem que transformou Sharon Stone instantaneamente em estrela. O curioso é que, numa dessas revistas que comprei recentemente, havia um texto sobre Showgirls, e como o filme execrado em 1995 virou cult e hoje possui legiões de admiradores. Adorei Black Book, a história da judia que se faz passar por ariana e é desmascarada porque não pintou os pelos pubianos de loiro. Esse é o típico detalhe possível num filme de Paul Verhoeven. Perto dele, sorry, Michael Verhoevern não dá nem para a saída. Havia gostado de RoboCop, que depois foi refilmado por José Padilha – a eterna questão da segurança do diretor brasileiro. Gostei mais ainda do Verhoeven na revisão. A maneira como ele integra a TV ao relato e a parceira identifica o colega morto no tira biônico – aqueles flashes humanos e a boca de Peter Weller, a única coisa que ressalta daquela armadura. O interessante é que encontrei um dia desses um livro que nem me lembrava de haver comprado. A L’Oeil Nu, da Editora Capricci, uma entrevista de Emmanuel Bourdeau com Paul Verhoeven. Sensacional! Gostaria de avançar no assunto do livro e do filme – RoboCop -, mas agora não dá, porque me arrisco a perder o CineFantasy.

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