As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Paraíso Perdido, e reencontrado

Luiz Carlos Merten

01 Junho 2018 | 11h25

Havia gostado de Paraíso Perdido, quando vi o filme de Monique Gardenberg numa sessão de imprensa, indispensável para a rodada de entrevistas com a diretora e seu elenco. O filme estreou nesta quinta – ontem. Fui revê-lo, à noite, com Dib Carneiro, no CineSala. Surtei. Puta trilha. Roteiro intrincado, mas fascinante. E o elenco – eles e elas cantam! Fiquei siderado com Lee Taylor e Hermila Guedes, e ainda tem a Marjorie Estiano; com Jaloo e Humberto Carrão, e eu vejo que a cena em que eles vão para os finalmentes deu o que falar nas redes sociais; mas nada, ontem, me produziu o impacto que tive revendo as imagens de Júlio Andrade e Malu Galli. Ela, que já foi maravilhosa em Aos Teus Olhos, está genial. Que atriz é essa, meu Deus? Confesso que chorei. E que, a despeito da história, estou aqui embananado, tentando racionalizar o que, afinal de contas, é o tema do filme? Aquelas pessoas todas conhecem o inferno, vão ao inferno, mas voltam. José, Erasmo Carlos, é o meneur du jeu. Une todos aqueles destinos. Confesso que nunca tive muito apreço por Erasmo. Não curto nem o rei. Sou o único, no mundo, que prefere as músicas de Roberto Carlos cantadas por Nara Leão. José já nasceu antológico para mim. Ficou definitivo na interpretação, na persona, de Erasmo. E a frase de Ângelo, Júlio Andrade, para Jaloo, Imã, fornece a chave. As pessoas te odeiam não pelo que você é ou representa, mas pelo que elas não conseguem ser. Creio que é por aí.